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Sabe aquela música, daquela banda?

08/05/2010

Ok, antes de tudo, anotem este nome: The bird and the bee. Minha nova obsessão musical temporária. Semana passada, enquanto gastava horas das minhas últimas madrugadas de férias procurando vídeos da banda, achei o cover gracinha que eles fizeram para a música “Don’t stop the music“, da Rihanna. Imediatamente me ocorreu escrever um post sobre covers.

Mas, como coincidências não existem, eu logo ficaria sabendo que, felizmente, alguém já fez este trabalho melhor que eu. No dia seguinte, o twitter do site Scream & Yell indicou o blog “1001 covers para se ouvir antes de morrer“, belíssima ideia inspirada no livro “1001 discos para ouvir antes de morrer”, que traz as opiniões de 90 jornalistas e críticos de música sobre… bem, os discos que você precisa ouvir antes de morrer.

Não sei muito bem quantas pessoas abastecem o blog, mas é um trabalho bastante ambicioso. Até a presente data, o “1001 covers” contabiliza 141 canções, que vão desde a conhecidíssima versão de “Please, Mr. Postman“, dos Beatles (sim, é um cover da banda The Marvelettes) à obscura leitura punk de “Samba do Arnesto” feita pela (injustamente)  esquecida banda dos anos 90 Little Quail and the Mad Birds. É isso mesmo. Olha aí:

Ainda no blog, há covers que eu adoro como “Hurt“, com Johnny Cash (que acho incrivelmente melhor do que a original, do Nine Inch Nails), “I just don’t know what to do with myself“, com White Stripes (a voz estranha e as guitarras de Jack White fazem desta a minha versão favorita da música de Burt Bacharach) e “Always on my mind“, com Pet Shop Boys (outra que mora muito mais no meu coração do que a original, do Elvis). Os que eu não conhecia e achei incríveis: Billy Corgan, que fofo!, no meio da rua cantando “It’s a long way to the top“, do AC/DC, é uma graça. O pessoal do Cardigans também transformou em fofura o peso de “Sabbath Bloody Sabbath“, originalmente na voz de Ozzy Osbourne. E o que dizer de Los Fabulosos Cadillacs e sua versão ska para “Strawberry fields forever“, dos Beatles? Com direito a letra em espanhol e participação de Debbie Harry! Veja, por favor:

Uma das minhas bandas favoritas, o Radiohead também é, possivelmente, uma das maiores fontes de bons covers. Recentemente caiu na internet, por exemplo, essa releitura de “No surprises” feita pela Regina Spektor. Lindinha. Menos linda e mais farofa é a versão retrô e animada de “Creep”, que saiu da mente perturbada de Richard Cheese, um cara que faz cover engraçadinho de qualquer coisa que você imaginar. Só a introdução já é impagável:

E essas criancinhas do PS22 Chorus, o coral de escola mais famoso do mundo (segundo o pessoal do “1001 covers”), cantando “Lisztomania“, do Phoenix? Dá vontade de chorar de tão fofo. Mas, se você quiser mesmo ver uma lágrima rolando neste rosto, é só colocar para tocar esse cover de “Hey Jude” feito por uma multidão na Trafalgar Square, em Londres. Coisa linda:

Ai, tem um monte de outras coisas, mas não quero me estender mais. E o Nouvelle Vague? O projeto de covers do Beck? Bill Murray (ídolo) revivendo “More than this“? E o que mais? Digam aí.

Luz, câmera, música

22/03/2010

Depois de escrever sobre Spike Jonze no post anterior, fiquei lembrando de alguns clipes dele e do Gondry e resolvi fazer uma pesquisinha para buscar clipes feitos por diretores de cinema. Revi alguns que eu adoro, descobri uns novos e listei aí embaixo os meus favoritos.

No quesito quantidade, acho que ninguém bate Michel Gondry, o francês mais legal da dupla clipe-filmes. Ele não apenas tem boas ideias, dirige clipes fantásticos mas ainda escolhe artistas bacanas como parceiros. E, se a música é boa, combina ainda mais com os clipes dele. Os meus favoritos, por critérios puramente afetivos e difíceis de explicar, são “Bachelorette”, da Björk, e “Let forever be”, do Chemical Brothers.

Uma característica interessante dos clipes do Gondry é como, em vários deles, ele utiliza a própria música e os instrumentos para dirigir as imagens. É o caso de “Star guitar”, do Chemical Brothers. O vídeo nada mais é que uma câmera, dentro de um trem, filmando a paisagem. Mas ele insere os prédios e estruturas da paisagem de acordo com as batidas e os elementos musicais que a canção oferece. Viagem pura! Já em “Around the world”, do Daft Punk, ele promove uma bizarra festa de halloween em que cada um dos “grupos” fantasiados representa um elemento da música: bateria eletrônica, voz, guitarra, baixo e sintetizador. Em “The hardest button to button”, do White Stripes, a bateria de Meg e a guitarra de Jack são duplicados, repetidos e multiplicados zilhões de vezes a cada batida.

Spike Jonze também tem uma bela coleção de vídeos musicais na carreira em parceria com artistas como Beastie Boys e Sonic Youth. É dele o clássico clipe de “Praise you“, do Fatboy Slim, com um grupo dançando a música toscamente na porta de um cinema. Descobri na Wikipedia que o vídeo engraçadinho foi gravado de um jeito bem mambembe mesmo, sem pedir autorização nem nada.  No outro extremo, o bizarro e polêmico clipe de “Y Control“, do Yeah Yeah Yeahs,  traz a cantora Karen O. acompanhada de criancinhas assustadoras, que decepam as mãos umas das outras e chutam um cachorro morto! O meu favorito dele é, claro, “Buddy Holly”, do Weezer, que simula uma apresentação da banda no programa “Happy Days”, famoso nos EUA na década de 70.

Meu diretor favorito, David Lych também tem sua experiência no mundo da música. Ele experimentou com animação no clipe de “Shot in the back of the head”, do Moby. É desenho animado mas é sombrio, assustador e meio maluco. A cara dele.

Cores saturadas, slow motion, sedução: é Wong Kar-Wai e o lindo vídeo para a música “Six days”, do DJ Shadow.

Jonathan Dayton e Valerie Farris, diretores da fofura “Pequena Miss Sunshine”, foram os responsáveis por dois dos clipes mais emblemáticos da minha adolescência nos anos 90, ambos do Smashing Pumpkins. “Tonight, tonight” pode parecer uma simples releitura de  “Viagem à lua”, filme francês de 1902. Mas é tão bem feito e o clima combina tanto com a banda e a música…. Já “1979” faz todo mundo sentir saudade da adolescência, mesmo que ela não tenha sido nada parecida com aquilo.

Por último, mas não menos importante, o queridinho John Cameron Mitchell, de “Hedwig” e “Shortbus” faz o fofo no clipe da música “First day of my life”, coisinha bonitinha da banda Bright Eyes.

E aí, lembram de outros clipes e diretores?