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O mapa da música

22/08/2010

A primeira vez que citei um projeto de criação inspirado pelo visual do Google Maps foi nesse post aqui, sobre o designer Christoph Niemann (que, aliás, valendo uma olhada, publicou recentemente uma série de ilustrações bem legal documentando um voo de Nova York a Berlim). Outro dia, o Twitter me trouxe mais um exemplo engraçadinho do que é possível fazer com a adorada ferramenta do Google para salvar os perdidos.  Um pessoal do site BuzzFeed resolveu transformar letras de música em roteiros de Google Maps. Alguns ficaram bem divertidos e a lista segue crescendo, já que as pessoas continuam colocando suas ideias nos comentários do post. Aí embaixo listo meus três favoritos, com links para as músicas, para quem quiser ouvir. Dá para ver todas as ilustrações aqui.


Where the streets have no name” – U2

“I wanna run/ I want to hide/ I wanna tear down the walls/ That hold me inside/ I wanna reach out/ And touch the flame/ Where the streets have no name”




I’m gonna be (500 miles)” – The Proclaimers (a música é bem ruinzinha, mas o desenho ficou bacana)

“But I would walk 500 miles/ And I would walk 500 more/ Just to be the man who walks a thousand miles/ To fall down at your door”



Midnight train to Georgia” – Gladys Knight and the Pips

“So he pawned all his hopes/ and he even sold his old car/ Bought a one way ticket/ To the life he once knew/ Oh yes he did/ He said he would/ Be leavin/ On that midnight train to Georgia/ And he’s goin’ back/ To a simpler place and time.”


*****

Essas ilustrações, aliás, me lembraram uma outra história, que vi tempos atrás, na Word Magazine. A revista criou (também usando a ferramenta do Google Maps, qual mais?) um mapa colaborativo dos locais onde foram clicadas capas de álbuns de artistas do mundo inteiro. Os próprios leitores podem adicionar seu álbum favorito, e cada entrada tem informações sobre o local da imagem, o fotógrafo e o próprio disco.

No Brasil, por exemplo, tem a clássica foto do Cristo Redentor na capa de “Corcovado”, do Tom Jobim, além do visual da Urca usado por Tony Bennet em “If I ruled the world: songs for the jet set” e da ponte Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo, que ilustra o single “Foot of the mountain”, do A-ha. Tudo aqui.

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Os melhores álbuns dos últimos 25 anos?

25/04/2010

E já que o assunto é lista, vi essa semana na Popload uma notícia sobre os 25 anos da Spin. Para comemorar o quarto de século, a revista americana de cultura pop lançou uma edição especial que reúne várias dessas listinhas. Entre elas estão os 125 melhores álbuns e os 25 momentos que “chacoalharam” (não gosto dessa palavra, mas como traduzir “25 moments that rocked our world”? aceito sugestões) o mundo pop nestes últimos 25 anos.

Sendo apenas dois anos mais velha do que a revista, é claro que vários destes 125 álbuns também estão na minha lista de favoritos e moldaram a minha preferência musical. Afinal, não fosse “What’s the story (morning glory)” do Oasis (nº 21) a entrar na minha vida em 1995, sabe Deus o que eu estaria escutando hoje em dia. E é também neste longínquo ano que está a – para mim – grande ausência da lista. “Mellon collie and the infinite sadness”, do Smashing Pumpinks, não é apenas um dos melhores álbuns dos últimos 25 anos, é O álbum. Acredito que se eu tivesse que eleger um só, para escutar para o resto da vida, seria ele.

Nos comentários, os leitores lembraram outros álbuns que ficaram injustamente de fora, como “Blood Sugar Sex Magik”, do Red Hot Chilli Peppers e “Jagged Little Pill”, da Alanis Morissette, indiscutivelmente dois dos mais importantes discos dos anos 90. “Kid A”, do Radiohead, foi o mais comentado pelos indignados leitores. Mas acho que a banda ficou bem representada na lista com seu “Ok Computer” (5º). Entre os meus favoritos de todos os tempos, estão lá “Doolittle”, do Pixies (16º), “Dummy”, do Portishead (47º), “If you’re feeling sinister”, do Belle and Sebastian (59º) e “Mezzanine”, do Massive Attack (105º), além de discos que eu gosto muito como “Funeral”, do Arcade Fire (66º) e “Is this it”, do Strokes (18º), possivelmente a minha banda favorita entre as surgidas nos anos 00.

Ah, e o primeiro colocado é um álbum do U2. Sério mesmo? (Foi mal, pode até ser bom, mas não consigo simpatizar com o U2).

E aí, alguém mais encontrou seus discos favoritos na lista da Spin?