Posts Tagged ‘Smashing Pumpkins’

Os melhores álbuns dos últimos 25 anos?

25/04/2010

E já que o assunto é lista, vi essa semana na Popload uma notícia sobre os 25 anos da Spin. Para comemorar o quarto de século, a revista americana de cultura pop lançou uma edição especial que reúne várias dessas listinhas. Entre elas estão os 125 melhores álbuns e os 25 momentos que “chacoalharam” (não gosto dessa palavra, mas como traduzir “25 moments that rocked our world”? aceito sugestões) o mundo pop nestes últimos 25 anos.

Sendo apenas dois anos mais velha do que a revista, é claro que vários destes 125 álbuns também estão na minha lista de favoritos e moldaram a minha preferência musical. Afinal, não fosse “What’s the story (morning glory)” do Oasis (nº 21) a entrar na minha vida em 1995, sabe Deus o que eu estaria escutando hoje em dia. E é também neste longínquo ano que está a – para mim – grande ausência da lista. “Mellon collie and the infinite sadness”, do Smashing Pumpinks, não é apenas um dos melhores álbuns dos últimos 25 anos, é O álbum. Acredito que se eu tivesse que eleger um só, para escutar para o resto da vida, seria ele.

Nos comentários, os leitores lembraram outros álbuns que ficaram injustamente de fora, como “Blood Sugar Sex Magik”, do Red Hot Chilli Peppers e “Jagged Little Pill”, da Alanis Morissette, indiscutivelmente dois dos mais importantes discos dos anos 90. “Kid A”, do Radiohead, foi o mais comentado pelos indignados leitores. Mas acho que a banda ficou bem representada na lista com seu “Ok Computer” (5º). Entre os meus favoritos de todos os tempos, estão lá “Doolittle”, do Pixies (16º), “Dummy”, do Portishead (47º), “If you’re feeling sinister”, do Belle and Sebastian (59º) e “Mezzanine”, do Massive Attack (105º), além de discos que eu gosto muito como “Funeral”, do Arcade Fire (66º) e “Is this it”, do Strokes (18º), possivelmente a minha banda favorita entre as surgidas nos anos 00.

Ah, e o primeiro colocado é um álbum do U2. Sério mesmo? (Foi mal, pode até ser bom, mas não consigo simpatizar com o U2).

E aí, alguém mais encontrou seus discos favoritos na lista da Spin?

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Luz, câmera, música

22/03/2010

Depois de escrever sobre Spike Jonze no post anterior, fiquei lembrando de alguns clipes dele e do Gondry e resolvi fazer uma pesquisinha para buscar clipes feitos por diretores de cinema. Revi alguns que eu adoro, descobri uns novos e listei aí embaixo os meus favoritos.

No quesito quantidade, acho que ninguém bate Michel Gondry, o francês mais legal da dupla clipe-filmes. Ele não apenas tem boas ideias, dirige clipes fantásticos mas ainda escolhe artistas bacanas como parceiros. E, se a música é boa, combina ainda mais com os clipes dele. Os meus favoritos, por critérios puramente afetivos e difíceis de explicar, são “Bachelorette”, da Björk, e “Let forever be”, do Chemical Brothers.

Uma característica interessante dos clipes do Gondry é como, em vários deles, ele utiliza a própria música e os instrumentos para dirigir as imagens. É o caso de “Star guitar”, do Chemical Brothers. O vídeo nada mais é que uma câmera, dentro de um trem, filmando a paisagem. Mas ele insere os prédios e estruturas da paisagem de acordo com as batidas e os elementos musicais que a canção oferece. Viagem pura! Já em “Around the world”, do Daft Punk, ele promove uma bizarra festa de halloween em que cada um dos “grupos” fantasiados representa um elemento da música: bateria eletrônica, voz, guitarra, baixo e sintetizador. Em “The hardest button to button”, do White Stripes, a bateria de Meg e a guitarra de Jack são duplicados, repetidos e multiplicados zilhões de vezes a cada batida.

Spike Jonze também tem uma bela coleção de vídeos musicais na carreira em parceria com artistas como Beastie Boys e Sonic Youth. É dele o clássico clipe de “Praise you“, do Fatboy Slim, com um grupo dançando a música toscamente na porta de um cinema. Descobri na Wikipedia que o vídeo engraçadinho foi gravado de um jeito bem mambembe mesmo, sem pedir autorização nem nada.  No outro extremo, o bizarro e polêmico clipe de “Y Control“, do Yeah Yeah Yeahs,  traz a cantora Karen O. acompanhada de criancinhas assustadoras, que decepam as mãos umas das outras e chutam um cachorro morto! O meu favorito dele é, claro, “Buddy Holly”, do Weezer, que simula uma apresentação da banda no programa “Happy Days”, famoso nos EUA na década de 70.

Meu diretor favorito, David Lych também tem sua experiência no mundo da música. Ele experimentou com animação no clipe de “Shot in the back of the head”, do Moby. É desenho animado mas é sombrio, assustador e meio maluco. A cara dele.

Cores saturadas, slow motion, sedução: é Wong Kar-Wai e o lindo vídeo para a música “Six days”, do DJ Shadow.

Jonathan Dayton e Valerie Farris, diretores da fofura “Pequena Miss Sunshine”, foram os responsáveis por dois dos clipes mais emblemáticos da minha adolescência nos anos 90, ambos do Smashing Pumpkins. “Tonight, tonight” pode parecer uma simples releitura de  “Viagem à lua”, filme francês de 1902. Mas é tão bem feito e o clima combina tanto com a banda e a música…. Já “1979” faz todo mundo sentir saudade da adolescência, mesmo que ela não tenha sido nada parecida com aquilo.

Por último, mas não menos importante, o queridinho John Cameron Mitchell, de “Hedwig” e “Shortbus” faz o fofo no clipe da música “First day of my life”, coisinha bonitinha da banda Bright Eyes.

E aí, lembram de outros clipes e diretores?