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O mundo é dos Legos

15/08/2010

Tudo começou na sexta-feira, quando vi a notícia de que o pessoal do Lego lançou esse kit lindo, lindo, da Tower Bridge, em Londres, com direito até a ônibus de dois andares. Numa rápida busca pelo Google Imagens, a impressão é que tudo que existe no mundo já foi representado pelas pequenas pecinhas coloridas de encaixar. E acabei chegando ao site do Nathan Sawaya, um artista plástico americano que cria enormes esculturas apenas com Lego. Desde 2000 ele se dedica ao ofício, que é realmente impressionante. O cara usa cerca de 1 milhão de peças em cada um dos trabalhos. Alguns exemplos:

Outra iniciativa bem legal envolvendo o brinquedinho vem de Angus MacLane, animador da Pixar que, nas horas vagas, cria bonecos para a série CubeDudes, toda feita com Lego. No Flickr dele é possível ver fotos de todos eles, incluindo personagens de filmes, séries de TV, desenhos e quadrinhos. Alguns dos meus favoritos são, na ordem, Slot (“Goonies”), Beetlejuice (“Os fantasmas se divertem”), parte do elenco de 30 Rock, além de Mike e Sully (“Monstros S.A.).



Para finalizar, esse vídeo do artista Ian Mackinnon reproduz um trecho do clipe de “House of cards”, do Radiohead com… adivinhem? Peças de Lego. O original já tinha sua cota de inovação como, claro, tudo que faz o Radiohead. A banda não usou câmeras para gravá-lo, mas um sistema com lasers e luzes estruturais para capturar os movimentos (não tenho ideia de como funciona isso…). No fim, colocaram os registros das “filmagens” à disposição para quem quisesse tentar uma nova versão.  Dá para ver o clipe oficial aqui.

Sabe aquela música, daquela banda?

08/05/2010

Ok, antes de tudo, anotem este nome: The bird and the bee. Minha nova obsessão musical temporária. Semana passada, enquanto gastava horas das minhas últimas madrugadas de férias procurando vídeos da banda, achei o cover gracinha que eles fizeram para a música “Don’t stop the music“, da Rihanna. Imediatamente me ocorreu escrever um post sobre covers.

Mas, como coincidências não existem, eu logo ficaria sabendo que, felizmente, alguém já fez este trabalho melhor que eu. No dia seguinte, o twitter do site Scream & Yell indicou o blog “1001 covers para se ouvir antes de morrer“, belíssima ideia inspirada no livro “1001 discos para ouvir antes de morrer”, que traz as opiniões de 90 jornalistas e críticos de música sobre… bem, os discos que você precisa ouvir antes de morrer.

Não sei muito bem quantas pessoas abastecem o blog, mas é um trabalho bastante ambicioso. Até a presente data, o “1001 covers” contabiliza 141 canções, que vão desde a conhecidíssima versão de “Please, Mr. Postman“, dos Beatles (sim, é um cover da banda The Marvelettes) à obscura leitura punk de “Samba do Arnesto” feita pela (injustamente)  esquecida banda dos anos 90 Little Quail and the Mad Birds. É isso mesmo. Olha aí:

Ainda no blog, há covers que eu adoro como “Hurt“, com Johnny Cash (que acho incrivelmente melhor do que a original, do Nine Inch Nails), “I just don’t know what to do with myself“, com White Stripes (a voz estranha e as guitarras de Jack White fazem desta a minha versão favorita da música de Burt Bacharach) e “Always on my mind“, com Pet Shop Boys (outra que mora muito mais no meu coração do que a original, do Elvis). Os que eu não conhecia e achei incríveis: Billy Corgan, que fofo!, no meio da rua cantando “It’s a long way to the top“, do AC/DC, é uma graça. O pessoal do Cardigans também transformou em fofura o peso de “Sabbath Bloody Sabbath“, originalmente na voz de Ozzy Osbourne. E o que dizer de Los Fabulosos Cadillacs e sua versão ska para “Strawberry fields forever“, dos Beatles? Com direito a letra em espanhol e participação de Debbie Harry! Veja, por favor:

Uma das minhas bandas favoritas, o Radiohead também é, possivelmente, uma das maiores fontes de bons covers. Recentemente caiu na internet, por exemplo, essa releitura de “No surprises” feita pela Regina Spektor. Lindinha. Menos linda e mais farofa é a versão retrô e animada de “Creep”, que saiu da mente perturbada de Richard Cheese, um cara que faz cover engraçadinho de qualquer coisa que você imaginar. Só a introdução já é impagável:

E essas criancinhas do PS22 Chorus, o coral de escola mais famoso do mundo (segundo o pessoal do “1001 covers”), cantando “Lisztomania“, do Phoenix? Dá vontade de chorar de tão fofo. Mas, se você quiser mesmo ver uma lágrima rolando neste rosto, é só colocar para tocar esse cover de “Hey Jude” feito por uma multidão na Trafalgar Square, em Londres. Coisa linda:

Ai, tem um monte de outras coisas, mas não quero me estender mais. E o Nouvelle Vague? O projeto de covers do Beck? Bill Murray (ídolo) revivendo “More than this“? E o que mais? Digam aí.

Os melhores álbuns dos últimos 25 anos?

25/04/2010

E já que o assunto é lista, vi essa semana na Popload uma notícia sobre os 25 anos da Spin. Para comemorar o quarto de século, a revista americana de cultura pop lançou uma edição especial que reúne várias dessas listinhas. Entre elas estão os 125 melhores álbuns e os 25 momentos que “chacoalharam” (não gosto dessa palavra, mas como traduzir “25 moments that rocked our world”? aceito sugestões) o mundo pop nestes últimos 25 anos.

Sendo apenas dois anos mais velha do que a revista, é claro que vários destes 125 álbuns também estão na minha lista de favoritos e moldaram a minha preferência musical. Afinal, não fosse “What’s the story (morning glory)” do Oasis (nº 21) a entrar na minha vida em 1995, sabe Deus o que eu estaria escutando hoje em dia. E é também neste longínquo ano que está a – para mim – grande ausência da lista. “Mellon collie and the infinite sadness”, do Smashing Pumpinks, não é apenas um dos melhores álbuns dos últimos 25 anos, é O álbum. Acredito que se eu tivesse que eleger um só, para escutar para o resto da vida, seria ele.

Nos comentários, os leitores lembraram outros álbuns que ficaram injustamente de fora, como “Blood Sugar Sex Magik”, do Red Hot Chilli Peppers e “Jagged Little Pill”, da Alanis Morissette, indiscutivelmente dois dos mais importantes discos dos anos 90. “Kid A”, do Radiohead, foi o mais comentado pelos indignados leitores. Mas acho que a banda ficou bem representada na lista com seu “Ok Computer” (5º). Entre os meus favoritos de todos os tempos, estão lá “Doolittle”, do Pixies (16º), “Dummy”, do Portishead (47º), “If you’re feeling sinister”, do Belle and Sebastian (59º) e “Mezzanine”, do Massive Attack (105º), além de discos que eu gosto muito como “Funeral”, do Arcade Fire (66º) e “Is this it”, do Strokes (18º), possivelmente a minha banda favorita entre as surgidas nos anos 00.

Ah, e o primeiro colocado é um álbum do U2. Sério mesmo? (Foi mal, pode até ser bom, mas não consigo simpatizar com o U2).

E aí, alguém mais encontrou seus discos favoritos na lista da Spin?