Posts Tagged ‘quadrinhos’

Espanando a poeira

05/11/2010

Será que finalmente consigo voltar à regularidade de posts? Os últimos tempos foram cheios de boas e péssimas notícias. Morte na família, uma mudança temporária de emprego, frilas intermináveis e, por fim, uma mudança definitiva de emprego. Tudo contribuiu para deixar às moscas o meu querido bloguinho. Mas calma, Brasil, que aos poucos o ritmo volta ao normal. Para começar devagar, vejam a historinha fofa que encontrei no Neatorama hoje.

Depois de vários dias imersa no assunto “quadrinhos” para conceber a matéria de capa de hoje do Rio Show (dá para ler aqui se você for assinante deste jornal de grande circulação onde eu trabalho), me deparei com o blog do Leigh Gallagher, um quadrinista inglês que resolveu pedir sua namorada em casamento essa semana. Mas em vez do tradicional jantar à luz de velas com direito ao rapazinho ajoelhado com a caixa da aliança na mão, ele resolveu apelar para os quadrinhos. Fofura master. Dá para ver a série de desenhos no blog dele. Ah, e a menina disse sim, claro.

Anúncios

Tirinha da semana

14/09/2010

(xkcd, Randall Munroe)

Tirinha da semana

06/09/2010

O mundo dos cachorros é bem mais fácil…

(Peanuts, Charles Schulz)

Tirinha da semana

30/08/2010

(“Cersibon“, de Rafael Madeira)

Tirinha da semana

23/08/2010

Eu gosto tanto dessa tirinha que ela virou um quadro, pendurado na porta do meu quarto.

(“Mafalda”, Quino)

Tirinha da semana – a estreia

16/08/2010

Só porque tenho por meus leitores um apreço imenso (e porque tem dias que só Liniers me salva) resolvi instituir a tirinha da semana, com o simples intuito de diverti-los por alguns segundos (sem ter muito trabalho) e compartilhar as obras de alguns dos meus cartunistas favoritos com vocês. E, já que o assunto da semana é o filme de Christopher Nolan, não podia começar a série de outra forma…

(Ah, a tirinha aí de cima é de “Macanudo”, do Liniers)

Rapidinhas do Twitter II

16/07/2010

Só para constar, coisas interessantes que estão rolando na minha, sua, nossa rede social favorita.

1- O efeito Apple

O pessoal do blog P2P, do Estadão, achou um post bem legal no Mashable sobre as bandas que tiveram um empurrãozinho da Apple para divulgar suas músicas. Os iPods, MacBooks e toda a parafernália produzida pela empresa da maçãzinha cool são objetos do desejo de todo geek. Nada melhor do que associar sua canção a esses produtos. Bandas como Jet, The Ting Tings e até os brasileiros do Cansei de ser sexy se aproveitaram da ajuda ao servir de trilha sonora para os comerciais de alguns desses aparelhos. Dá para ver todos aqui. (via @link_estadao)

2- O filme do Facebook

A ideia de filmar a história do Facebook parecia bizarra desde a primeira vez que ouvi falar de “The social network”. Mas o filme me ganhou depois desse belo trailer e da versão fantasmagórica de “Creep” na trilha sonora. É filme adolescente, porém honesto. Com direito a intrigas e bastidores da vida real. Curti. (via @kaducastro)

3- Inception

Não se fala em outra coisa no noticiário cinéfilo. O novo filme de Christopher Nolan (o mesmo de “Cavaleiro das trevas”) estreou essa semana nos Estados Unidos e choveram boas críticas na imprensa mundial (tão boas que já estou começando a desconfiar. O blog de cinema do Guardian até fez um post sobre isso, aqui). No Twitter, dois links interessantes. Um é o prólogo da história, em formato de história em quadrinhos, disponível para sua leitura, querido leitor (via @leandrojmp). Outra dica é o vídeo abaixo, um trecho de cinco minutos do filme (via @papelpop).  Chega à Terra Brasilis em 6 de agosto.

O filme do Liniers (com várias historinhas antes)

05/06/2010

A primeira vez que eu ouvi falar do Liniers foi, possivelmente, ali pelo longínquo ano de 2006 (aliás, muitíssimo obrigada por isso, @gc_freitas).  E acho que dá para falar que, se hoje eu gosto muito de quadrinhos, há dois responsáveis por isso: a Turma da Mônica, quando eu tinha 6 anos, e o Liniers, quando eu tinha 23.

O cartunista argentino é um dos mais respeitados dibujantes da safra contemporânea do país vizinho. Ele publica, diariamente, sua tirinha “Macanudo” no La Nación, principal jornal da Argentina. Desde a primeira coisa que eu li dele (e olha que foram muitas até hoje) nunca encontrei nada que fosse ruim ou equivocado. As tirinhas do Liniers são inteligentes, delicadas e sensíveis, mas também engraçadas, sacanas e deliciosamente nonsense. Virou uma obsessão na minha vida.

Na primeira vez que fui a Buenos Aires, resolvi comprar “Macanudo nº 1”, primeiro volume da coletânea de tirinhas do cartunista. Acabei saindo da livraria com os quatro que já haviam sido lançados. No ano seguinte, logo após o lançamento do quinto livro, uma conhecida foi à cidade e não consegui evitar: tive que fazer a encomenda. No final de 2008, a Zarabatana Books trouxe “Macanudo” pela primeira vez ao Brasil, com versão em português. E lá fui eu sugerir matéria para aquele veículo de grande circulação onde eu trabalho. Foi uma das poucas vezes que entrevistei uma pessoa que realmente admiro e o resultado, modéstia à parte (mais por causa das respostas dele do que do meu texto, é bom dizer), ficou bem legal.

Nesta entrevista, fiquei sabendo que em poucos meses seria lançado “Macanudo nº 6”. Com um detalhe: todas as capas dos 3 mil exemplares da primeira edição seriam desenhadas à mão pelo argentino. Quase chorei de tristeza ao constatar que, sendo Liniers um cara já bem famoso no país, esta primeira edição ia voar das livrarias e eu nunca chegaria nem perto dela. Voltei a Buenos Aires pouco depois disso, já conformada em comprar a segunda edição. E nem esta eu encontrava nas lojas. Depois de uma peregrinação por dezenas de livrarias da cidade, achei o pote de ouro no fim do arco-íris: uma loja fofa, na Rua Thames, em Palermo (Boutique del libro, super recomendo), ainda tinha alguns dos livros que certamente deixaram o pobre dibujante cheio de calos. O vendedor da loja deve ter me achado uma louca, tamanho foi meu entusiasmo.

Na mesma viagem, ainda levei para casa o “Bonjour”, coletânea das primeiras tirinhas do Liniers. É um livro impagável, da época em que ele exercitava um humor ainda mais mordaz e inacreditável. Ficou faltando o “Oops!”, trabalho então recém lançado em parceria com o músico Kevin Johansen. Mas os pesos estavam restritos e esse teve que ficar para a próxima. Quando, aliás, também vou precisar adquirir o “Macanudo nº 7”, que saiu no ano passado. Sim, eu disse que era obcecada. Meu gato se chama Fellini.

Mas a verdade é que toda essa historinha era apenas preparativo para contar a real novidade. Ainda bem que este blog é meu e posso colocar o lide no pé quando eu quiser. Descobri no Urbe que foi lançado, anteontem, na Argentina, o documentário “Liniers, el trazo simple de las cosas”, sobre a vida e o trabalho do cartunista. Dá para ver o trailer aqui. Disponível em breve num computador perto de você.