Posts Tagged ‘Liniers’

Tirinha da semana – a estreia

16/08/2010

Só porque tenho por meus leitores um apreço imenso (e porque tem dias que só Liniers me salva) resolvi instituir a tirinha da semana, com o simples intuito de diverti-los por alguns segundos (sem ter muito trabalho) e compartilhar as obras de alguns dos meus cartunistas favoritos com vocês. E, já que o assunto da semana é o filme de Christopher Nolan, não podia começar a série de outra forma…

(Ah, a tirinha aí de cima é de “Macanudo”, do Liniers)

Anúncios

O filme do Liniers (com várias historinhas antes)

05/06/2010

A primeira vez que eu ouvi falar do Liniers foi, possivelmente, ali pelo longínquo ano de 2006 (aliás, muitíssimo obrigada por isso, @gc_freitas).  E acho que dá para falar que, se hoje eu gosto muito de quadrinhos, há dois responsáveis por isso: a Turma da Mônica, quando eu tinha 6 anos, e o Liniers, quando eu tinha 23.

O cartunista argentino é um dos mais respeitados dibujantes da safra contemporânea do país vizinho. Ele publica, diariamente, sua tirinha “Macanudo” no La Nación, principal jornal da Argentina. Desde a primeira coisa que eu li dele (e olha que foram muitas até hoje) nunca encontrei nada que fosse ruim ou equivocado. As tirinhas do Liniers são inteligentes, delicadas e sensíveis, mas também engraçadas, sacanas e deliciosamente nonsense. Virou uma obsessão na minha vida.

Na primeira vez que fui a Buenos Aires, resolvi comprar “Macanudo nº 1”, primeiro volume da coletânea de tirinhas do cartunista. Acabei saindo da livraria com os quatro que já haviam sido lançados. No ano seguinte, logo após o lançamento do quinto livro, uma conhecida foi à cidade e não consegui evitar: tive que fazer a encomenda. No final de 2008, a Zarabatana Books trouxe “Macanudo” pela primeira vez ao Brasil, com versão em português. E lá fui eu sugerir matéria para aquele veículo de grande circulação onde eu trabalho. Foi uma das poucas vezes que entrevistei uma pessoa que realmente admiro e o resultado, modéstia à parte (mais por causa das respostas dele do que do meu texto, é bom dizer), ficou bem legal.

Nesta entrevista, fiquei sabendo que em poucos meses seria lançado “Macanudo nº 6”. Com um detalhe: todas as capas dos 3 mil exemplares da primeira edição seriam desenhadas à mão pelo argentino. Quase chorei de tristeza ao constatar que, sendo Liniers um cara já bem famoso no país, esta primeira edição ia voar das livrarias e eu nunca chegaria nem perto dela. Voltei a Buenos Aires pouco depois disso, já conformada em comprar a segunda edição. E nem esta eu encontrava nas lojas. Depois de uma peregrinação por dezenas de livrarias da cidade, achei o pote de ouro no fim do arco-íris: uma loja fofa, na Rua Thames, em Palermo (Boutique del libro, super recomendo), ainda tinha alguns dos livros que certamente deixaram o pobre dibujante cheio de calos. O vendedor da loja deve ter me achado uma louca, tamanho foi meu entusiasmo.

Na mesma viagem, ainda levei para casa o “Bonjour”, coletânea das primeiras tirinhas do Liniers. É um livro impagável, da época em que ele exercitava um humor ainda mais mordaz e inacreditável. Ficou faltando o “Oops!”, trabalho então recém lançado em parceria com o músico Kevin Johansen. Mas os pesos estavam restritos e esse teve que ficar para a próxima. Quando, aliás, também vou precisar adquirir o “Macanudo nº 7”, que saiu no ano passado. Sim, eu disse que era obcecada. Meu gato se chama Fellini.

Mas a verdade é que toda essa historinha era apenas preparativo para contar a real novidade. Ainda bem que este blog é meu e posso colocar o lide no pé quando eu quiser. Descobri no Urbe que foi lançado, anteontem, na Argentina, o documentário “Liniers, el trazo simple de las cosas”, sobre a vida e o trabalho do cartunista. Dá para ver o trailer aqui. Disponível em breve num computador perto de você.