Posts Tagged ‘Johnny Cash’

Johnny Cash a 7680956 mãos

05/07/2010

Meu dia fica até mais feliz quando descubro algo incrível como o The Johnny Cash Project. Dirigido pelo americano Chris Milk, que já assinou videoclipes de artistas como Kanye West, U2 e Audioslave, o projeto pretende criar um “retrato vivo” do Homem de Preto a milhares de mãos. Funciona assim: usando uma imagem modelo, uma ferramenta de desenho e um tanto de inspiração, cada um pode criar um frame para o vídeo de “Ain’t no grave”, canção do álbum póstumo de Cash lançado em fevereiro deste ano.

Todas juntas, as imagens se convertem num videoclipe cujo desenvolvimento não acaba nunca. A ideia é que mais pessoas participem a cada dia e que haja várias versões para o mesmo frame. Consequentemente, é possível assistir a várias versões do mesmo clipe. O próprio site dá opções: pode-se optar pelos desenhos mais realistas ou mais abstratos, entre outras categorias. Tô pensando em fazer um.

Sabe aquela música, daquela banda?

08/05/2010

Ok, antes de tudo, anotem este nome: The bird and the bee. Minha nova obsessão musical temporária. Semana passada, enquanto gastava horas das minhas últimas madrugadas de férias procurando vídeos da banda, achei o cover gracinha que eles fizeram para a música “Don’t stop the music“, da Rihanna. Imediatamente me ocorreu escrever um post sobre covers.

Mas, como coincidências não existem, eu logo ficaria sabendo que, felizmente, alguém já fez este trabalho melhor que eu. No dia seguinte, o twitter do site Scream & Yell indicou o blog “1001 covers para se ouvir antes de morrer“, belíssima ideia inspirada no livro “1001 discos para ouvir antes de morrer”, que traz as opiniões de 90 jornalistas e críticos de música sobre… bem, os discos que você precisa ouvir antes de morrer.

Não sei muito bem quantas pessoas abastecem o blog, mas é um trabalho bastante ambicioso. Até a presente data, o “1001 covers” contabiliza 141 canções, que vão desde a conhecidíssima versão de “Please, Mr. Postman“, dos Beatles (sim, é um cover da banda The Marvelettes) à obscura leitura punk de “Samba do Arnesto” feita pela (injustamente)  esquecida banda dos anos 90 Little Quail and the Mad Birds. É isso mesmo. Olha aí:

Ainda no blog, há covers que eu adoro como “Hurt“, com Johnny Cash (que acho incrivelmente melhor do que a original, do Nine Inch Nails), “I just don’t know what to do with myself“, com White Stripes (a voz estranha e as guitarras de Jack White fazem desta a minha versão favorita da música de Burt Bacharach) e “Always on my mind“, com Pet Shop Boys (outra que mora muito mais no meu coração do que a original, do Elvis). Os que eu não conhecia e achei incríveis: Billy Corgan, que fofo!, no meio da rua cantando “It’s a long way to the top“, do AC/DC, é uma graça. O pessoal do Cardigans também transformou em fofura o peso de “Sabbath Bloody Sabbath“, originalmente na voz de Ozzy Osbourne. E o que dizer de Los Fabulosos Cadillacs e sua versão ska para “Strawberry fields forever“, dos Beatles? Com direito a letra em espanhol e participação de Debbie Harry! Veja, por favor:

Uma das minhas bandas favoritas, o Radiohead também é, possivelmente, uma das maiores fontes de bons covers. Recentemente caiu na internet, por exemplo, essa releitura de “No surprises” feita pela Regina Spektor. Lindinha. Menos linda e mais farofa é a versão retrô e animada de “Creep”, que saiu da mente perturbada de Richard Cheese, um cara que faz cover engraçadinho de qualquer coisa que você imaginar. Só a introdução já é impagável:

E essas criancinhas do PS22 Chorus, o coral de escola mais famoso do mundo (segundo o pessoal do “1001 covers”), cantando “Lisztomania“, do Phoenix? Dá vontade de chorar de tão fofo. Mas, se você quiser mesmo ver uma lágrima rolando neste rosto, é só colocar para tocar esse cover de “Hey Jude” feito por uma multidão na Trafalgar Square, em Londres. Coisa linda:

Ai, tem um monte de outras coisas, mas não quero me estender mais. E o Nouvelle Vague? O projeto de covers do Beck? Bill Murray (ídolo) revivendo “More than this“? E o que mais? Digam aí.