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Sobre Picasso, super heróis e zumbis

07/11/2010

Cheguei ao site do ilustrador Mike Esparza por este link do I heart chaos. Fã de Picasso e de super heróis, ele resolveu fazer uma série de desenhos “cubistas” de personagens como Mulher Maravilha, Super Homem, Curinga, Capitão América e mais uma penca de outros. A ideia era mostrar como o pintor espanhol os retrataria. Olha, eu estou beeem longe de entender de artes plásticas, mas acho que os desenhos de Esparza nada têm a ver com Picasso ou o cubismo, apesar de serem até engraçadinhos

O que me chamou mais atenção mesmo foi a série sobre zumbis (não sei se é influência de “Walking Dead”, mas todo dia tem algo sobre os mortos vivos na internet), bem legal, onde ele coloca personalidades como James Brown e os Beatles, além de personagens como Napoleon Dynamite e John Locke, na pele dos monstrinhos comedores de cérebro.

O mapa da música

22/08/2010

A primeira vez que citei um projeto de criação inspirado pelo visual do Google Maps foi nesse post aqui, sobre o designer Christoph Niemann (que, aliás, valendo uma olhada, publicou recentemente uma série de ilustrações bem legal documentando um voo de Nova York a Berlim). Outro dia, o Twitter me trouxe mais um exemplo engraçadinho do que é possível fazer com a adorada ferramenta do Google para salvar os perdidos.  Um pessoal do site BuzzFeed resolveu transformar letras de música em roteiros de Google Maps. Alguns ficaram bem divertidos e a lista segue crescendo, já que as pessoas continuam colocando suas ideias nos comentários do post. Aí embaixo listo meus três favoritos, com links para as músicas, para quem quiser ouvir. Dá para ver todas as ilustrações aqui.


Where the streets have no name” – U2

“I wanna run/ I want to hide/ I wanna tear down the walls/ That hold me inside/ I wanna reach out/ And touch the flame/ Where the streets have no name”




I’m gonna be (500 miles)” – The Proclaimers (a música é bem ruinzinha, mas o desenho ficou bacana)

“But I would walk 500 miles/ And I would walk 500 more/ Just to be the man who walks a thousand miles/ To fall down at your door”



Midnight train to Georgia” – Gladys Knight and the Pips

“So he pawned all his hopes/ and he even sold his old car/ Bought a one way ticket/ To the life he once knew/ Oh yes he did/ He said he would/ Be leavin/ On that midnight train to Georgia/ And he’s goin’ back/ To a simpler place and time.”


*****

Essas ilustrações, aliás, me lembraram uma outra história, que vi tempos atrás, na Word Magazine. A revista criou (também usando a ferramenta do Google Maps, qual mais?) um mapa colaborativo dos locais onde foram clicadas capas de álbuns de artistas do mundo inteiro. Os próprios leitores podem adicionar seu álbum favorito, e cada entrada tem informações sobre o local da imagem, o fotógrafo e o próprio disco.

No Brasil, por exemplo, tem a clássica foto do Cristo Redentor na capa de “Corcovado”, do Tom Jobim, além do visual da Urca usado por Tony Bennet em “If I ruled the world: songs for the jet set” e da ponte Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo, que ilustra o single “Foot of the mountain”, do A-ha. Tudo aqui.

Sobre cartões-postais e personagens

23/07/2010

O pessoal do blog Ilustrada no cinema descobriu essa semana um projeto bem legal chamado “Postcards to Alphaville“. O site reúne ilustrações que homenageiam personagens marcantes (ou não) da história do cinema. Cada artista (você, caro leitor, pode se candidatar também se quiser) escolhe um filme e usa a imaginação para oferecer sua visão sobre determinada figura fictícia.

Entre meus favoritos estão, coincidentemente, imagens de filmes que moram no meu coração. Os dois de David Lynch que figuram na lista, por exemplo, estão ótimos: o homem assustador, misterioso e sem sobrancelhas de “Estrada perdida” e o inesquecível Frank (belo trabalho de Dennis Hopper, que Deus o tenha) de “Veludo Azul”.

O Bob Harris de “Encontros e desencontros” também é uma perfeição, assim como a simétrica ilustração do robô Hal 9000, de “2001, uma odisséia no espaço”, cheio de sentimentos. O trabalho com texturas na representação do jurado número 4 de “Doze homens e uma sentença” merece uma olhada. Aliás, cliquei no site da artista, Gediminas Šiaulys, e é bem interessante. Vai lá dar uma navegada entre todos eles, clicando aqui.

O site é bem feito, com navegação muito simples e agradável. É possível ordenar as imagens por filme, personagem ou artista, além de conhecer melhor os ilustradores em seus blogs e sites pessoais, disponíveis em cada desenho. O “Postcards to Alphaville” é idealizado e editado por um certo Paul Paper, que descobri ser um rapazinho de 25 anos nascido na Lituânia e cheio de projetos. A ideia do jovem é lançar o resultado do trabalho em livro, e o site tem até uma ferramenta para quem quiser doar uma grana e ajudar a colocar as ilustrações no papel. Taí um livro que eu compraria fácil…

Nova York em formato de Lego

29/04/2010

O designer e ilustrador alemão Christoph Niemann construiu a maior parte da sua carreira em Nova York, onde morou de 1997 até 2008. São dele algumas capas de revistas como New Yorker, Wired e Newsweek, são dele alguns prêmios de importantes associações de ilustradores e é dele também o blog Abstract City, no site do New York Times, com várias séries de desenhos bem interessantes. A mais recente, inclusive, é graficamente inspirada no Google Maps e vale uma olhada.

Um dia, enquanto brincava de Lego com seu filho, ele começou a usar as pecinhas para  montar prédios, pessoas ou situações que são ícones da grande maçã. Nascia assim a primeira ideia de “I Lego NY”, o livro com fotos das criações de Niemann e seus comentários e explicações engraçadinhos, lançado este mês.  Alguns são ótimos, como a reprodução da cena clássica de “Taxi Driver” com Robert De Niro no espelho falando “You talking to me?” ou a representação do cabelo de Donald Trump em apenas duas pequenas peças.

Há ainda referências bem nova-iorquinas, como os famosos táxis amarelos, o prédio Empire State (com o King Kong, inclusive) e os shows da Broadway, além de cenas corriqueiras de qualquer grande cidade, como um pé que fica preso ao asfalto por um chiclete. Na fotogaleria do Guardian é possível ver mais algumas imagens.