Archive for julho \29\UTC 2011

Eles tinham razão…

29/07/2011

Chorei de rir lendo esse texto do Cracked que elencou os nove vilões do cinema que, no fim das contas, tinham razão. A lista começa com Edward Rooney, o inspetor da escola de “Curtindo a vida adoidado”. “Vamos esclarecer logo uma coisa: essa é a porcaria do trabalho dele. Ele é o inspetor dos estudantes e não o inspetor de ‘não ligo a mínima’. Ele é pago com nossos impostos para garantir que as crianças não façam exatamente o que Ferris estava fazendo. Ele podia ir a um museu ou dirigir um carro esporte no fim de semana”, diz o texto sobre o pobre coitado que acaba o filme todo estropiado.

O autor defende ainda o senador Kelly de “X-men”, as hienas de “Rei leão”, as máquinas de “Matrix” e até o Sauron de “O senhor dos anéis”, o número 1 da hilária lista.

Mas a minha teoria favorita, claro, é sobre “O mágico de Oz”. Pobre bruxa má do Oeste, só queria ficar com os sapatos da recém falecida irmã e precisa aturar calada que a assassina da bruxa má do Leste, não satisfeita em matá-la, ainda roube os preciosos calçados de rubi. E o papel de vilã ainda sobra para ela? Muito injusto, realmente. Vocês sabem, depois de ver Wicked, tornei-me a maior defensora da bruxa má do Oeste.

Aliás, ainda no assunto “O mágico de Oz”, o mesmo site fez essa outra lista mostrando, com cinco argumentos, que a grande vilã do filme é, na verdade, Glinda, a bruxa boa do Norte. Vale ler tudo e se escangalhar de rir.

Nerds de areia

28/07/2011

Sensacional essa escultura de areia que vi no Neatorama esses dias, com destaque para Super Mario e o cogumelinho ali em cima. É de um artista chamado Guy-Olivier Deveau. Bem melhor do que aquela galera da Praia de Ipanema que só esculpe mulher com a bunda pro alto…

Aliás, falando em 8-bit, diz aí se esses óculos não fariam sucesso na mesma Praia de Ipanema. Pode ser seu pela módica quantia de 198 euros, aqui. Vi no LOL.

E segue a obsessão por cartazes…

28/07/2011

Já perceberam que eu adoro cartazes, né? Desta vez, cheguei ao trabalho do Christian Jackson, um designer de Chicago que criou imagens minimalistas para ilustrar histórias infantis. Meus favoritos são os quatro aí embaixo, mas ele também tem belos exemplares feitos para “Chapeuzinho vermelho”, “Rapunzel” e “O patinho feio”.  As imagens não estão em alta resolução, então nem dá para fazer aquele truque de copiar e mandar imprimir na gráfica para colocar na parede. Mas quem estiver muito interessado pode encomendar pelo Imagekind. Os preços variam de cerca de 20 dólares pelo pôster em tamanho pequeno até uns 900 dólares pelo cartaz em tela com acabamento perfeito.

  

Quando já estava pensando em escrever sobre isso, eis que alguém posta no Twitter mais um exemplo de gênio dos posteres. O moço chama-se Neil Kellerhouse, mora em Los Angeles e é o responsável por belíssimos cartazes de filmes recentes (e um pouco mais antigos também), além do material gráfico de divulgação de parte deles, caixas de DVD, etc, etc. Alguns dos meus favoritos estão aí embaixo. São, em sentido horário, “Anticristo”, de Lars von Trier; “I’m still here”, de Casey Affleck (aquele falso documentário sobre o Joaquin Phoenix); “Paris, Texas”, de Wim Wenders; e “The american”, de Anton Corbijn. Tem mais coisa muito boa lá no site dele.

 

Fofurices aleatórias

27/07/2011

Vocês se lembram do Chat Roulette, aquele site onde era possível conversar com pessoas por vídeo aleatoriamente e que acabou virando mais uma ferramenta de difusão de putaria na internet, né? Outro dia encontrei o Cute Roulette, uma versão só de fofurices. Se você é daqueles que faz “ohnnnn” quando assiste a vídeos de criancinhas bonitinhas e bichinhos engraçadinhos, se joga nesse aí. É um tal de gatinhos brincando numa caixa, hamsters tocando instrumentos musicais, cachorrinho com cara de quem caiu da mudança e outras coisinhas lindinhas da mamãe. Se não gostar de algum, é só clicar no “next cuteness”. Ohnnnn…

Bjork e Gondry, juntos novamente

26/07/2011

Duplinha imbatível do mundo videoclíptico, a islandesa Bjork e o francês Michel Gondry estão juntos em mais uma produção: é o clipe de “Crystalline”, primeiro single do novo álbum da cantora, prometido para chegar ao mercado no final de setembro, segundo a Pitchfork.  Em matéria de esquisitice genial, realmente, eles são difíceis de superar. Não sou fanzoca da Bjork, mas admiro seu trabalho. E, perdoem a limitação, mas sou incapaz de analisar sua música de um jeito mais racional. A mulher parece mesmo de outro planeta. O fato é que o som é BEM bom.

Já do Gondry, vocês sabem, sou tiete. No vídeo de “Crystalline”, ele usa várias de suas marcas registradas, como a pegada lúdica e o uso de recursos visuais para marcar o tempo da canção, suas batidas ou instrumentos. Coisa fina. Já escrevi sobre outras parcerias da dupla aqui. E o clipe segue aí embaixo.

O dia em que fui ao Central Perk

25/07/2011

(ou da série “sem vergonha de escrever um post com muito atraso”)

O Central Perk!

Para os cinéfilos, Los Angeles é uma espécie de parque de diversões. Basta chegar lá para começar um tal de querer ir ao prédio onde foi filmado o longa tal, conhecer a rua que inspirou o diretor fulano, ver o restaurante que aparece numa cena qualquer, e por aí vai. Quem é freak de filmes e séries de TV tem um programa obrigatório na cidade dos anjos: conhecer um estúdio. São quatro os grandes conglomerados por lá: Warner, Sony, Paramount e Universal. O primeiro tem o tour mais famoso e recomendado, portanto, foi o escolhido.

O beco onde o Homem-Aranha beijou Mary Jane de cabeça para baixo

Não é super baratinho, não – são 48 doletas -, mas vale a pena. São quase 3 horas de passeio num carrinho rodando pela enorme área que abrange 30 estúdios (!), sendo um deles o maior do mundo, e onde ficam ainda uma série de cidades cenográficas e museus que guardam algumas relíquias preciosíssimas para quem curte esse mundo. Tudo começa pelas ruazinhas de mentira. O guia, cheio de piadas decoradas (mas ainda assim engraçadinhas, vá lá!) nos apresenta o pedacinho de Nova York onde os amigos de “Friends” passeavam, o beco onde Homem-Aranha e Mary Jane Watson se beijaram pela primeira vez e a pracinha com uma igreja no centro que já serviu de cenário para diversas séries e filmes. Entramos no estúdio onde fica o tribunal de “Harry’s law” (a série com a Kathy Bates acabou de estrear por aqui) e vimos a loja de sapatos da mesma atração numa das cidades cenográficas.

O Gran Torino do Clint Eastwood

Durante o tour, também entramos em diversos mini-museus do conglomerado. A primeira parada é naquele dedicado aos carros: tem o Batmóvel, o Mistery Machine do Scooby Doo, o carrão do Sr. Smith de “Matrix” e o carro voador do Harry Potter. Ah, e o melhor de todos, o Gran Torino que, segundo as informações do guia, pertence ao Clint Eastwood. Mas ele, com muita gentileza, cede para a exposição. Fofo, né?

Outra parada importante é o museu de figurinos, onde encontra-se desde a vestimenta completa dos personagens de “Onde vivem os monstros” às roupas dos nerds de “Big bang theory”. O segundo andar é todo dedicado a “Harry Potter” e diversão garantida para os fãs da história. Tem figurinos, objetos de cena (como a caixa com as bolas de quadribol) e até um chapéu seletor que indica para qual das casas de Hogwarts o visitante seria escolhido. Eu fui pra Grifinória, tá, amigos?

Uma das partes que mais me impressionou no passeio foram as salas entulhadas com os mais diversos objetos, de simples cadeiras a maravilhosas obras de arte. Conforme disse o guia, os irmãos Warner gostavam de colecionar cacarecos e achavam que tudo poderia ser útil para a produção de arte dos filmes. Numa dessas, por exemplo, compraram um lustre enorme, de cristal, maravilhoso, que está lá até hoje. Depois descobriram que a tal peça fazia parte de um grupo de seis lustres raríssimos encomendado por um czar da Rússia (ou algo parecido, não tenho absoluta certeza), que eventualmente desapareceu. Hoje só existem dois; um deles, da Warner.

Mais Central Perk

É perto dessas salas que fica a atração mais esperada do dia. O guia faz um misteriozinho, diz que vamos entrar num “set aposentado” e teremos pouco tempo lá dentro. Quando abrem-se as portas, tcharanran!, é o Central Perk em carne, osso e xícaras. Meus companheiros de tour eram assim meio caidinhos e um tanto esquisitos (eram três casais; dois velhinhos ficaram muito impressionados em conhecer alguém do Brasil – “é tão longe!”, eles diziam – e chegaram a perguntar se eu era famosa… oi?), de forma que a mais animada era eu. Percebendo meu entusiasmo, o guia foi parceiro e se ofereceu para fazer mil fotos minhas no lugar. Meus agradecimentos sinceros aqui novamente ao David (ou era Brian? Esse é o drama de escrever com tanto atraso, já não me lembro de nada). Muita emoção conhecer o set de uma das minhas séries favoritas. É bem menor do que parece na TV e, de acordo com David (Brian?), todos os objetos lá deixados são os originalmente usados na série, exceto o violão. Esse a Lisa Kudrow levou para casa.

O tour termina, é claro, na lojinha sensacional do estúdio. Fui econômica e levei para casa só duas camisetas, de “Big Bang Theory” e “Se beber não case”. As coordenadas para quem quiser fazer o passeio estão aqui.