Archive for janeiro \30\UTC 2011

Criancinhas + filmes indicados ao Oscar = fofura

30/01/2011

Coisa mais linda são esses videozinhos produzidos pela Aol com crianças fofas interpretando cenas de alguns dos filmes indicados ao Oscar deste ano. A bailarina de “Cisne negro” ficando louca, o mini-rei gago da Inglaterra e o mini-advogado de “A rede social” dizendo “this is the smartest movie ever” são impagáveis! Clique nas imagens abaixo para vê-los. Neste link também estão as versões infantis de “O lutador” e “127 horas”.

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Faltam 85 dias para o Coachella

20/01/2011

Em abril do ano passado, eu escrevi esse post aqui reclamando do quanto os eventos de música mais incríveis do mundo eram inatingíveis para mim. Acho que foi um bom incentivo. Porque, em abril de 2011, já sei onde vou estar: no Coachella! Comprei nesta semana o ingresso para o festival americano cujo line-up saiu, finalmente, ontem.

Uma galera reclamou que a escalação das bandas que estarão no deserto da Califórnia entre os dias 15 e 17 de abril foi um tanto meia boca. Eu confesso que estou achando incrível. Tudo bem que todos os headliners já estiveram no Brasil. Não ligo a mínima para Kings of Leon ou Kanye West (embora ache que este último pode ser divertido), mas lembro bem daquele Tim Festival de 2005, quando uma mistura de circunstâncias me fez perder as apresentações espetaculares (dizem) de Strokes e Arcade Fire, talvez as duas melhores bandas dos anos 00, na minha humilde opinião. Agora eu vou ver. E ainda esperei os canadenses lançarem “The suburbs”, só para ser um pouquinho mais épico.

Ah, tem também a PJ Harvey. E diversão garantida com Cee Lo Green, She wants revenge e Scissor Sisters. E finalmente vou tomar vergonha na cara e baixar o tal álbum do The National que, dizem por aí, é um dos melhores de 2010.  E ainda vou ver os fofinhos do Swell Season que eu amo e perdi aqui no Vivo Rio. E mais um punhado de coisas legais e bandinhas hypadas que eu não conheço, mas acredito que sejam tão incríveis quanto esse povo superantenado diz. Grooveshark vai trabalhar ferozmente até abril. Já começou a contagem regressiva.

A melhor série de todos os tempos

12/01/2011

Este post é, na verdade, um apelo aos queridos amigos e leitores gênios na arte do download. Explico: outro dia, por ocasião de uma conversa qualquer, fiquei pensando em quais eram minhas séries favoritas. Sempre que me fazem essa pergunta, a resposta vem certa: “Lost”, “Seinfeld”, “Grey’s Anatomy”, “Friends” e “House”. Sim, eu gosto demais destes programas. Mas a verdade é que meu seriado favorito, do fundo do coração, atende pelo nome de “Fawlty Towers”.

Trata-se de uma pequena pérola da televisão produzida pela BBC inglesa nos anos 70, escrita e protagonizada por John Cleese, meu Monty Python favorito. Ele é Basil Fawlty, o dono de hotel mais absurdo de que o mundo já teve notícia, e administra o local com a ajuda da mulher e de dois funcionários, um garçom e uma recepcionista. É isso. Quatro personagens, um roteiro sensacional e piadas nonsense que fizeram a alegria da minha adolescência quando a TV a cabo apareceu pela primeira vez lá em casa e trouxe o Eurochannel para a minha vida.

Buscando mais informações sobre a série, descobri que foram gravados apenas 12 episódios, o que significa que certamente eu já vi tudo. Mas fiquei saudosa. E queria baixar. É aí que entra a sagacidade dos meus leitores gênios. Alguém imagina onde eu posso encontrá-los? Confesso que sou um tanto ruim nesta arte de procurar links para download e não me entendo bem com o Sr. Torrent. Ajudem essa pobre alma. E enquanto isso, divirtam-se com um trechinho da série (está em inglês, com legenda em uma língua que não identifico…).

Novo Almodóvar: terror e bizarrice

09/01/2011

Falando em filme de terror, dá só uma olhada na materinha que o site do El País publicou essa semana sobre “La piel que habito”, o novo filme de Pedro Almodóvar, previsto para estrear em setembro na Espanha. Segundo o cineasta, o longa, cujas filmagens acabaram de terminar, é um intenso drama que às vezes se inclina para o cinema noir, outras para a ficção científica e, por vezes, para o terror. Pois é.

A sinopse é de uma bizarrice digna do diretor: é a história de um cirurgião plástico que resolve utillizar os avanços da medicina para criar uma novela pele ao mesmo tempo em que busca vingança contra o homem que estuprou sua filha. O roteiro é uma adaptação do romance “Tarantula”, do escritor francês Thierry Jonquet.

Tá suficiente ou quer mais? O filme ainda retoma a boa parceria de Almodóvar com o ator Antonio Banderas, mais de 20 anos depois de “Ata-me” (1990), último trabalho dos dois juntos. Imperdível.

O cisne e a bailarina

08/01/2011

Vocês já devem ter reparado que no mundinho cinematográfico só se fala em “Black swan” (ou “Cisne negro”), o novo trabalho de Darren Aronofsky (“Requiém para um sonho”, “Pi”, “O lutador”), protagonizado pela Natalie Portman. É praticamente um filme de terror sobre balé (!), com direito a cena lésbica entre a estrela e a personagem de Mila Kunis (a Jackie de “That’s 70 show”), trama psicológica e participação de Wynona Rider.  Estão falando muito bem por aí e, hype por hype, estou sentindo mais firmeza na qualidade desse do que em “A origem”, quando também só se falava nisso. A conferir no início de fevereiro, quando o filme está previsto para estrear aqui.

Esses dias, o blog de cinema do Guardian publicou um post sobre os cartazes de divulgação do filme, que são incríveis. Foram concebidos por um estúdio inglês e inspirados em posteres tchecos e poloneses das décadas de 60/70, e propagandas de balé do início do século XX. São quatro imagens que serão usadas para promover o longa junto com os cartazes convencionais dos estúdios. O texto traz uma entrevista com um dos artistas do estúdio que criou as imagens, além das palavras de uma historiadora de design, que analisou cada uma tecnicamente. Coisa fina.

No final da matéria,  o blogueiro torce para que “Black swan” seja tão bacana quanto os cartazes, e cita dois exemplos de filmes que não corresponderam à expectativa criada por seus posteres: “Somewhere”, de Sofia Coppola (e eu discordo completamente, acho o filme é incrível!) e “A origem”, de Christopher Nolan (aí sou obrigada a concordar, porque a imagem do prédio descolando é beeem mais legal que todo aquele falatório).