Archive for novembro \22\UTC 2010

Alguém consegue pensar em outra coisa?

22/11/2010

Eu nunca havia chorado num show na minha vida. Até Paul McCartney entrar no palco e, sem precisar falar nada, só dar um tchauzinho, tirar completamente o chão debaixo dos meus pés. Não sou grande fã de “Venus and Mars” e nem de “Jet”. Mas quando começou “All my loving”… Aí é que eu morri de chorar e entendi o que eu estava fazendo ali. Estava presenciando algo tão, mas tão histórico, que até agora não consigo mensurar. E parece que foi coisa de meia hora entre “close your eyes and I’ll kiss you…” e “cause in the end the love you take is equal to the love you make”. Na verdade, foi pouco menos de três horas. Mas, na verdade verdadeira mesmo, foram mais de 50 anos da história da música bem ali, cantando pra mim, com uma energia que, puta merda, é de deixar a gente pensando na vida e em como ela deve ser encarada.

Além, é claro, de toda a genialidade do cara e da qualidade da banda, eu vou lembrar sempre das pessoas na plateia, todas emocionadas e felizes em compartilhar aquele transe coletivo. Vou lembrar sempre de “All my loving”, de “Eleanor Rigby”, de “Here today” e o lindo único momento de silêncio total no estádio, dos fogos de “Live and let die”, dos incríveis balões brancos em “A day in the life/ Give peace a chance”, do coro eterno de “Hey Jude” que continuou até do lado de fora, do Paul falando português, do Paul falando inglês, do Paul sorrindo e curtindo demais tudo aquilo depois de já ter feito tanto pela música mundial.

Ontem ele fez pela minha “música pessoal”. Valeu, Sir, por uma das melhores noites da vida.

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Sobre Picasso, super heróis e zumbis

07/11/2010

Cheguei ao site do ilustrador Mike Esparza por este link do I heart chaos. Fã de Picasso e de super heróis, ele resolveu fazer uma série de desenhos “cubistas” de personagens como Mulher Maravilha, Super Homem, Curinga, Capitão América e mais uma penca de outros. A ideia era mostrar como o pintor espanhol os retrataria. Olha, eu estou beeem longe de entender de artes plásticas, mas acho que os desenhos de Esparza nada têm a ver com Picasso ou o cubismo, apesar de serem até engraçadinhos

O que me chamou mais atenção mesmo foi a série sobre zumbis (não sei se é influência de “Walking Dead”, mas todo dia tem algo sobre os mortos vivos na internet), bem legal, onde ele coloca personalidades como James Brown e os Beatles, além de personagens como Napoleon Dynamite e John Locke, na pele dos monstrinhos comedores de cérebro.

Espanando a poeira

05/11/2010

Será que finalmente consigo voltar à regularidade de posts? Os últimos tempos foram cheios de boas e péssimas notícias. Morte na família, uma mudança temporária de emprego, frilas intermináveis e, por fim, uma mudança definitiva de emprego. Tudo contribuiu para deixar às moscas o meu querido bloguinho. Mas calma, Brasil, que aos poucos o ritmo volta ao normal. Para começar devagar, vejam a historinha fofa que encontrei no Neatorama hoje.

Depois de vários dias imersa no assunto “quadrinhos” para conceber a matéria de capa de hoje do Rio Show (dá para ler aqui se você for assinante deste jornal de grande circulação onde eu trabalho), me deparei com o blog do Leigh Gallagher, um quadrinista inglês que resolveu pedir sua namorada em casamento essa semana. Mas em vez do tradicional jantar à luz de velas com direito ao rapazinho ajoelhado com a caixa da aliança na mão, ele resolveu apelar para os quadrinhos. Fofura master. Dá para ver a série de desenhos no blog dele. Ah, e a menina disse sim, claro.