Archive for abril \29\UTC 2010

Nova York em formato de Lego

29/04/2010

O designer e ilustrador alemão Christoph Niemann construiu a maior parte da sua carreira em Nova York, onde morou de 1997 até 2008. São dele algumas capas de revistas como New Yorker, Wired e Newsweek, são dele alguns prêmios de importantes associações de ilustradores e é dele também o blog Abstract City, no site do New York Times, com várias séries de desenhos bem interessantes. A mais recente, inclusive, é graficamente inspirada no Google Maps e vale uma olhada.

Um dia, enquanto brincava de Lego com seu filho, ele começou a usar as pecinhas para  montar prédios, pessoas ou situações que são ícones da grande maçã. Nascia assim a primeira ideia de “I Lego NY”, o livro com fotos das criações de Niemann e seus comentários e explicações engraçadinhos, lançado este mês.  Alguns são ótimos, como a reprodução da cena clássica de “Taxi Driver” com Robert De Niro no espelho falando “You talking to me?” ou a representação do cabelo de Donald Trump em apenas duas pequenas peças.

Há ainda referências bem nova-iorquinas, como os famosos táxis amarelos, o prédio Empire State (com o King Kong, inclusive) e os shows da Broadway, além de cenas corriqueiras de qualquer grande cidade, como um pé que fica preso ao asfalto por um chiclete. Na fotogaleria do Guardian é possível ver mais algumas imagens.

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The xx

25/04/2010

In love com esta banda, esta música, este clipe.

Os melhores álbuns dos últimos 25 anos?

25/04/2010

E já que o assunto é lista, vi essa semana na Popload uma notícia sobre os 25 anos da Spin. Para comemorar o quarto de século, a revista americana de cultura pop lançou uma edição especial que reúne várias dessas listinhas. Entre elas estão os 125 melhores álbuns e os 25 momentos que “chacoalharam” (não gosto dessa palavra, mas como traduzir “25 moments that rocked our world”? aceito sugestões) o mundo pop nestes últimos 25 anos.

Sendo apenas dois anos mais velha do que a revista, é claro que vários destes 125 álbuns também estão na minha lista de favoritos e moldaram a minha preferência musical. Afinal, não fosse “What’s the story (morning glory)” do Oasis (nº 21) a entrar na minha vida em 1995, sabe Deus o que eu estaria escutando hoje em dia. E é também neste longínquo ano que está a – para mim – grande ausência da lista. “Mellon collie and the infinite sadness”, do Smashing Pumpinks, não é apenas um dos melhores álbuns dos últimos 25 anos, é O álbum. Acredito que se eu tivesse que eleger um só, para escutar para o resto da vida, seria ele.

Nos comentários, os leitores lembraram outros álbuns que ficaram injustamente de fora, como “Blood Sugar Sex Magik”, do Red Hot Chilli Peppers e “Jagged Little Pill”, da Alanis Morissette, indiscutivelmente dois dos mais importantes discos dos anos 90. “Kid A”, do Radiohead, foi o mais comentado pelos indignados leitores. Mas acho que a banda ficou bem representada na lista com seu “Ok Computer” (5º). Entre os meus favoritos de todos os tempos, estão lá “Doolittle”, do Pixies (16º), “Dummy”, do Portishead (47º), “If you’re feeling sinister”, do Belle and Sebastian (59º) e “Mezzanine”, do Massive Attack (105º), além de discos que eu gosto muito como “Funeral”, do Arcade Fire (66º) e “Is this it”, do Strokes (18º), possivelmente a minha banda favorita entre as surgidas nos anos 00.

Ah, e o primeiro colocado é um álbum do U2. Sério mesmo? (Foi mal, pode até ser bom, mas não consigo simpatizar com o U2).

E aí, alguém mais encontrou seus discos favoritos na lista da Spin?

A maior lista de melhores filmes do mundo

22/04/2010

Por mais que elas sempre sejam controversas, que os critérios nunca atendam às expectativas e que o resultado final seja uma grande porcaria, todo mundo adora fazer uma lista. O New York Times publicou essa semana o história de Brad Bourland, um balconista de 58 anos que trabalha numa loja no Texas e tem como projeto de vida listar os melhores filmes do século XX. Não são os 10 ou os 100 primeiros, mas todos eles. Até agora, a lista do cara tem 9.200 títulos, dos quais eles já assistiu 7 mil. A ideia inicial do Sr. Bourland era relacionar apenas filmes clássicos. Não é de se espantar, portanto, que, dos 10 primeiros, seis pertençam à primeira metade do século (estou contando 1952 aí também).

Em uma primeira olhada na lista, fiquei espantada com a esquisitice da seleção. A maioria dos filmes, claro, é americana, embora haja trabalhos de diretores como Lars Von Trier, Ang Lee e Mike Leigh. O mais surpreendente, até então, era como o balconista havia ignorado completamente o cinema francês, obviamente um dos mais importantes do mundo (senão o mais). Godard, Alain Resnais e Eric Rohmer nem figuram na lista, enquanto François Truffaut aparece com seu “Fahrenheit 451” num discreto (e injusto) 1355º lugar. Mas depois entendi tudo: para conseguir elaborar a lista, Bourland resolveu eliminar filmes de animação, mudos, documentários e os falados em outra língua que não o inglês. Assim é moleza, né, caubói?

Fato é que, apesar de capenga, a lista serve como diversão, para procurar as injustiças e, até mesmo, descobrir filmes que ainda precisam ser vistos.  Até o Brasil aparece, de alguma forma, na relação, com “O beijo da mulher aranha”, de Hector Babenco. Vejam aí os 10 primeiros… tá bom para vocês? A lista completa pode ser encontrada neste link.

1- Casablanca, Michael Curtiz

2- Cidadão Kane, Orson Welles

3- O poderoso chefão, Francis Ford Coppola

4- O mágico de Oz, Victor Fleming

5- Lawrence da Arábia, David Lean

6- A felicidade não se compra, Frank Capra

7- A lista de Schindler, Steven Spielberg

8 – Cantando na chuva, Stanley Donen e Gene Kelly

9 – E o vento levou, Victor Fleming

10 – Um estranho no ninho, Milos Forman

Apanhadão musical

19/04/2010

Sempre que rolam esses festivais incríveis, fantásticos e – até agora – absolutamente inatingíveis para mim, como Coachella e Glastonbury, fico tentando evitar as notícias para não morrer de inveja, ao menos durante os dias em que os festivais acontecem. Só hoje voltei a olhar o Google Reader e há uma quantidade imensa de notícias musicais, relacionadas ou não ao eventinho discreto na Califórnia. Muita coisa para escutar. Mesmo de férias, não dá tempo. Mas eu sigo tentando.

Quem acompanha o mundinho musical deve ter reparado que, ultimamente, só se fala em LCD Soundsystem. Cria da década 00, o grupo, encabeçado pelo americano James Murphy, é queridinho da cena indie desde que estourou com “Daft Punk is playing in my house“, single do primeiro disco. A música rapidamente virou hit nas pistas “alternativas” (ui, como odeio essa palavra) do mundo. A banda conseguiu, como poucas, superar o fantasma do segundo álbum. “Sound of silver”, de 2007, veio com a ótima (eu acho, pelo menos) “All my friends“. Agora, os rapazinhos se preparam para lançar o terceiro, que, adivinhem? Já caiu na internet.  Mas como James Murphy pediu pelamordedeus pros fãs não baixarem, não o farei. Aham, sou uma moça respeitadora das regras. No entanto, o Youtube já tem o videoclipe para “Drunk girls”, primeiro single do álbum, que sai em maio e vai se chamar “This is happening”. O clipe é des-vai-ra-do e, para mim, desde já um clássico. Dirigido por Murphy e, quem mais?, Spike Jonze. Já me vejo dançando a música…

Enquanto o LCD Soundsystem pede que a galera espere pelo lançamento do álbum, o Gogol Bordello colocou tudo no My Space para quem quiser ouvir. A banda do ucraniano Eugene Hutz lança “Trans-Continental Hustle” no final deste mês. Pelo que eu ouvi, é mais munição para as explosões divertidíssimas que são os shows do grupo. A brasilidade do vocalista, que tem casa no Rio e é figurinha fácil na Zona Sul, rendeu músicas com títulos como “Uma menina” e “In the meantime in Pernambuco”, em cuja letra só entendo que ele fala bastante de cachaça, hahaha. Ouve lá.

E seguindo a linha “quem é vivo sempre aparece”, o Blur resolveu lançar uma música sete anos depois de sua última gravação. Segundo a Pitchfork, o reencontro especialíssimo foi parte da celebração do Record Store Day (o dia das lojas de discos). Especial e limitado a apenas mil cópias. Junto com Oasis e Smashing Pumpkins, o Blur é a banda que me traz os anos 90 de volta. Meu sotaque favorito é ainda melhor quando sai dos lábios de Damon Albarn. Então vamos, todos juntos, ouvir essa belezinha que é “Fool’s day”:

Para finalizar, amanhã rola, nos EUA, o espisódio de Glee dedicado às músicas da Madonna. Sim, tô viciadinha em Glee. E tá um rebuliço na internet por causa desse episódio…. já vi tantos teasers que, não vai ter jeito, vou ter que baixar. Nesse link aqui dá para ouvir 30 segundos das versões deles para algumas das músicas. Acho que “Express yourself” vai ficar bem divertida. O teaser:

Acabei nem falando de Coachella, né? Melhor assim. Mas, para não fugir totalmente do assunto festivais, hoje saiu a lista de atrações de Glastonbury, que acontece em junho, na Inglaterra. Entre as bandas, uma tal de Os Mutantes. Oi? Sim, são os nossos Mutantes que, aparentemente, ainda existem. Lançaram um álbum no ano passado e a vocalista é uma tal de Bia Mendes! Vejam  na Wikipedia. Não pode ser bom isso, né?

*O crédito da foto lá em cima é desse cara aqui*

Conforme prometido…

18/04/2010

… aí está a minha versão da belíssima paisagem da Chapada Diamantina, vista do Morro do Pai Inácio. O álbum completo, caso alguém queira ver, está aqui. Não há qualquer foto de Salvador porque durante os quatro dias em que estive na cidade, choveu sem parar. Teve night, teve bebedeira, mas não teve foto. Aproveito para compartilhar algumas coisas que aprendi durante esta viagem:

– Acho que, para ser comissário de bordo, um dos pré-requisitos é falar inglês com a pior dicção possível. Não entendo porque eles falam daquele jeito. Não é possível.

– A ponte aérea é realmente bem mais valorizada do que qualquer outro voo. Em vez de barrinha de cereal, a Gol serviu um bagel quentinho com cream cheese!

– Eles realmente gostam de axé na Bahia. Sim, é triste.

– “Salvador” ia ser o nome do bebê do casal de ingleses que eu conheci. Mas, como não gostaram muito da cidade, eles estão pensando em alternativas. Depois que falei meu nome completo, eles cogitam usar “Oliveira”, caso seja uma menina.

– Em Salvador, falar inglês na porta da boate atrai os tipos mais bizarros que já conheci na vida.

– Preciso deixar de lado essa vida de sedentarismo.

Fiquei radiante de alegria…

08/04/2010

Este humilde blog entra de férias por uma semaninha. Enquanto isso, estarei desfrutando das cachoeiras, trilhas e límpidas águas dos lagos da Chapada Diamantina. Na volta, substituo a fotografia acima por uma de minha autoria, ok?

The big gang bang theory…

07/04/2010

Sem brincadeira, a indústria de filmes pornôs é fascinante (@oclebermachado feelings). Não sei se isso é grande novidade para quem acompanha os lançamentos, mas li ontem na internet sobre duas séries que eu adoro e que ganharam (ou vão ganhar) versões salientes. A notícia de “Big Bang Theory: a XXX parody” eu achei no Judão, que dá a sinopse resumida do filme: “Quando quatro gênios percebem que os únicos peitos que eles já viram foi em seus sonhos molhados com uma certa princesa espacial escravizada, eles fazem as contas e criam uma equação para atrair jovens ninfomaníacas. Com uma grande convenção de quadrinhos chegando, eles tem um curto espaço de tempo para testar a fórmula em sua linda vizinha Penny, suas gostosas colegas de trabalho e garotas safadinhas de cosplay”.

Já a versão de “Glee”, que vai se chamar “This ain’t Glee XXX”, será produzida pelo mesmo pessoal que administra a revista Hustler. Segundo a matéria do G1, os caras já fizeram uma paródia safada de “Star trek” e ainda planejam lançar uma inspirada em “Avatar”. Haja imaginação!

PS: Ok, confesso que escrevi esse post só para poder usar o título. Adorei o trocadilho! Rá!

Cartazes de cinema… artesanais

07/04/2010

Depois dos desenhos e ideias bacanas do último post, vale dar uma olhada na galeria que o UOL Cinema publicou na semana passada com “Os piores cartazes do mundo”. O texto fala do antigo hábito de pintar os cartazes a serem expostos nas salas de cinema à mão, quando ainda não havia distribuidoras, multiplexes, dinheiro sobrando, essas coisas. O fato é que em Gana, na África, aparentemente a prática ainda existe. Alguns destes trabalhos foram reunidos num livro chamado “Extreme canvas: movie poster paintings from Ghana”, que pode ser comprado na Amazon, por sua conta e risco. Meus favoritos são Van Damme e suas mãos e cabeça do mesmo tamanho, além do 007 Roger Moore com um…peixe.

Eu quero na minha parede

06/04/2010


Já viram que incríveis esses cartazes alternativos para filmes do Tarantino? São de um designer chamado Ibraheem Youssef. No site dele tem outros bem bacanas de “Pulp fiction” e “Kill Bill”, além de criações inspiradas em “A vida aquática de Steve Zissou” e na série “Curb your enthusiasm”. Alguns estão à venda no site, para quem quiser decorar a parede.