Archive for março \29\UTC 2010

Um filme por minuto (ou menos)

29/03/2010

Muitos filmes para assistir e tão pouco tempo…. o site Movie-a-minute encontrou a solução para os cinéfilos desesperados. Os engraçadinhos se propuseram a resumir longas inteiros, dos clássicos ao cinema contemporâneo, em poucas frases. “Pegamos os filmes e extraímos as partes importantes, cortando toda a enrolação (você se surpreenderia com a quantidade de enrolação em alguns deles)”, explicam os rapazes. O resultado, claro, é um besteirol, mas alguns são muito engraçados. São mais de cem obras na lista para quem quiser se divertir. Meus favoritos:

Todos dizem eu te amo, Woody Allen

Woody Allen

I’m neurotic.

Audience

We know.

Woody Allen

Yes, but this time I’m going to sing about it. (bursts into song)

THE END

Jerry Maguire, Cameron Crowe

Tom Cruise

Check it out. I’m a smooth, popular sports agent.

Boss, Girlfriend, Friends

You’re fired. I’m leaving you. You suck.

Tom Cruise

I will solve my life crisis by discovering my inner self. (discovers inner self)

Boss, Girlfriend, Friends

I’ll double your salary. Let’s get married. You rule.

Tom Cruise

Check it out. I’m a smooth, popular sports agent.

THE END

O sexto sentido, M. Night Shyamalan

Haley Joel Osment

I see dead people.

Bruce Willis

Try talking to them.

Haley Joel Osment

It worked.

THE END

Garotas selvagens, John McNaughton

(There is a PLOT TWIST. Then there is a PLOT TWIST. Then there is a PLOT TWIST. Then there is a PLOT TWIST. Then there is a PLOT TWIST. Then there is a PLOT TWIST. Then there is a PLOT TWIST.)

THE END

(Then there is a PLOT TWIST. Then there is a PLOT TWIST. Then there is a PLOT TWIST.)

Rapidinhas do Twitter

27/03/2010

Coisinhas interessantes que vi na grande rede mundial de informações nos últimos tempos.

1- Sofá bacana

Eu queria um desses na minha casa. Fato que iria economizar tempo procurando coisas perdidas. (via @bluebusbr)

2- Lost estilo 24 horas

Incrível esse vídeo que mostra a queda do vôo 815 em tempo real, dos vários pontos de vista que apareceram na série. Destaque para detalhes dos quais eu não me lembrava de jeito nenhum: Juliet prestes a mostrar um envelope importante em sua primeira aparição na série. Que era aquilo, gente? E Christian Shepherd falando com Vincent! Eu sabia que esse cachorro era importante… (via @ana_freitas)

3- Muleque playboy, funkeiro sexo anal

A Chatuba versão cantiga de ninar do Gregório Duvivier nem é tão engraçada. Mas a cara dele e a interpretação da, digamos, dicção do cantor original são sensacionais.   (via @URBe)

Ok, sei que é bobeira

25/03/2010

Mas só em OLHAR para esta foto, já tenho vontade de rir.

Segundo o Judão, “Se beber, não case 2” será lançado em 3D. Alguém imagina como isso pode ficar?

Um bom começo

25/03/2010

Depois de promover um concurso para eleger o melhor pôster de filme, no ano passado, o festival South by Southwest resolveu incluir mais um item inusitado na sua lista de prêmios. Este ano, o evento de música e cinema que rola em Austin, no Texas, premiou também as melhores sequências de abertura de filmes e séries.

Foram 18 finalistas e, no fim das contas, quem levou foi a abertura do filme “Zombieland”, que é realmente incrível (“todo mundo gosta de zumbis”, disse um amigo outro dia).  Mortos-vivos, sangue e violência – tudo isso em câmera lenta e com trilha sonora do Metallica. Não tinha como dar errado.

O mais votado pela audiência, que venceu também um dos prêmios especiais do júri, foi um filme bem desconhecido chamado “earthwork”, assim com letra minúscula mesmo. Tão desconhecido que não há sinal dos tais créditos iniciais em toda a internet. Fiquei curiosa porque, de tanto procurar, acabei lendo sobre o filme, que parece interessante: conta a história de Stan Herd, um cara que faz obras de arte de grandes proporções com elementos naturais. Ele planta, utiliza pedras, troncos de árvore, essas coisas.  Se alguém achar, posta aí nos comentários! A outra sequência premiada pelo júri foi a do filme “Enter the void”, dirigido pelo Gaspar Noé. Como tudo que é feito pelo franco-argentino (ele mesmo dirigiu a abertura junto com Tom Kam), não é para pessoas sensíveis. O protagonista do filme é um viciado em drogas e, aparentemente, Noé quer que a gente se sinta meio chapado logo de cara. É muita informação, luzes, cores, letras. Aquela galera que desmaiou vendo Pokemón não deveria nem chegar perto deste vídeo.

A introdução de “Zombieland” é genial, mas não foi meu vídeo favorito. Entre os que assisti, fico com os créditos de “Cirque du freak: The Vampire’s Assistant”, filme que não deve ser grande coisa, mas começa com uma sequência de animação fantástica. O site da produtora responsável pelos créditos é uma gracinha e vale a visita. Acho que só é possível assistir ao vídeo lá, também não encontrei no Youtube.

Outro concorrente que conquistou meu coração foi a abertura da série “Bored to death”, da HBO, que estou prometendo baixar há séculos e sempre deixo para depois. Quem sabe agora finalmente eu tomo coragem. Porque, olha, tudo que tem Jason Schwartzman me agrada.

No quesito “infância feelings”, as meninas irão fatalmente se identificar com a introdução de “Community“, uma dessas séries de high school cujos créditos iniciais reproduzem uma brincadeirinha que fazíamos dobrando papelzinho… (se alguém souber o nome, por favor,  manifeste-se)

Fiquei tentando lembrar de outras sequências de abertura memoráveis no cinema (ou na TV) mas não veio nada… alguém?

Rádio com emoção

23/03/2010

Saiu ontem na coluna de dicas de sites da revista Digital, do Globo, a Stereomood, uma “rádio de internet emocional”. A ideia é bem bacana: você escolhe a estação de rádio de acordo com seu humor ou com alguma situação específica que esteja vivendo. Além de funcionar como rádio mesmo, a Stereomood ainda pode ser usada como sugestão de playlist para um jantar à luz de velas, uma festa na praia, uma viagem de carro e até para transar, todos esses nomes de estações incluídas no site.

A primeira que escolhi, adivinha, foi cinema. A lista começou bem com “Bang bang (my baby shot me down)”, na voz de Nancy Sinatra, trilha sonora de “Kill Bill”. Teve ainda “Lust for life”, com Iggy Pop (Transpoitting) e a fofinha “Married life”, tema instrumental de Michael Giacchinho para “Up!”. O ideal é ouvir na ordem, porque se você resolver pular músicas, elas vão demorar para carregar e isso pode irritar um pouco. O porém é, por vezes, ter que se deparar com o tema de “Bob Esponja” cantado por Avril Lavigne. Mas, com poucas exceções, a escolha de músicas parece boa.

Parti para a estação “Sunny day” e veio uma música bacaninha chamada “Who knows who cares”, de uma banda chamada Local Natives, que não conheço e pareceu interessante. Depois ainda teve “Someday”, do Strokes e “In the sun”, do She & Him (o projeto musical gracinha da Zooey Deschanel, bem legal, aliás).  Gostei ainda de “White sky”, do Vampire Weekend, uma banda da qual todo mundo fala mas cujas músicas eu ainda não ouvi com atenção.

Na estação “Make love”, algumas cafonices… três músicas da Sade (!) e “Wicked game”, do Chris Isaac. Pedi um shuffle e veio “House of cards”, do Radiohed (amo essa música mas “make love”? acho que não). Mais um shuffle e tocou “Gold digger”, do Kanye West. É, acho que essa estação precisa de algumas melhorias. Ficadica, Stereomood: Portishead!

Já que adoro uma música deprê, fui lá na estação “Feel like crying”. A primeira foi “Society”, com Eddie Vedder. Essa foi fácil. Quase qualquer coisa na voz do Eddie Vedder dá vontade de chorar, né.  Depois veio “These days”, da Nico. É tristeza pura: “These days I sit on corner stones and count the time in quarter tones to ten. Please don’t confront me with my failures, I had not forgotten them“.  Melhor sair disso para não cortar os pulsos.

Enfim, ficarei mais alguns dias explorando a rádio. Alguém mais ouviu? Conta aí.

Luz, câmera, música

22/03/2010

Depois de escrever sobre Spike Jonze no post anterior, fiquei lembrando de alguns clipes dele e do Gondry e resolvi fazer uma pesquisinha para buscar clipes feitos por diretores de cinema. Revi alguns que eu adoro, descobri uns novos e listei aí embaixo os meus favoritos.

No quesito quantidade, acho que ninguém bate Michel Gondry, o francês mais legal da dupla clipe-filmes. Ele não apenas tem boas ideias, dirige clipes fantásticos mas ainda escolhe artistas bacanas como parceiros. E, se a música é boa, combina ainda mais com os clipes dele. Os meus favoritos, por critérios puramente afetivos e difíceis de explicar, são “Bachelorette”, da Björk, e “Let forever be”, do Chemical Brothers.

Uma característica interessante dos clipes do Gondry é como, em vários deles, ele utiliza a própria música e os instrumentos para dirigir as imagens. É o caso de “Star guitar”, do Chemical Brothers. O vídeo nada mais é que uma câmera, dentro de um trem, filmando a paisagem. Mas ele insere os prédios e estruturas da paisagem de acordo com as batidas e os elementos musicais que a canção oferece. Viagem pura! Já em “Around the world”, do Daft Punk, ele promove uma bizarra festa de halloween em que cada um dos “grupos” fantasiados representa um elemento da música: bateria eletrônica, voz, guitarra, baixo e sintetizador. Em “The hardest button to button”, do White Stripes, a bateria de Meg e a guitarra de Jack são duplicados, repetidos e multiplicados zilhões de vezes a cada batida.

Spike Jonze também tem uma bela coleção de vídeos musicais na carreira em parceria com artistas como Beastie Boys e Sonic Youth. É dele o clássico clipe de “Praise you“, do Fatboy Slim, com um grupo dançando a música toscamente na porta de um cinema. Descobri na Wikipedia que o vídeo engraçadinho foi gravado de um jeito bem mambembe mesmo, sem pedir autorização nem nada.  No outro extremo, o bizarro e polêmico clipe de “Y Control“, do Yeah Yeah Yeahs,  traz a cantora Karen O. acompanhada de criancinhas assustadoras, que decepam as mãos umas das outras e chutam um cachorro morto! O meu favorito dele é, claro, “Buddy Holly”, do Weezer, que simula uma apresentação da banda no programa “Happy Days”, famoso nos EUA na década de 70.

Meu diretor favorito, David Lych também tem sua experiência no mundo da música. Ele experimentou com animação no clipe de “Shot in the back of the head”, do Moby. É desenho animado mas é sombrio, assustador e meio maluco. A cara dele.

Cores saturadas, slow motion, sedução: é Wong Kar-Wai e o lindo vídeo para a música “Six days”, do DJ Shadow.

Jonathan Dayton e Valerie Farris, diretores da fofura “Pequena Miss Sunshine”, foram os responsáveis por dois dos clipes mais emblemáticos da minha adolescência nos anos 90, ambos do Smashing Pumpkins. “Tonight, tonight” pode parecer uma simples releitura de  “Viagem à lua”, filme francês de 1902. Mas é tão bem feito e o clima combina tanto com a banda e a música…. Já “1979” faz todo mundo sentir saudade da adolescência, mesmo que ela não tenha sido nada parecida com aquilo.

Por último, mas não menos importante, o queridinho John Cameron Mitchell, de “Hedwig” e “Shortbus” faz o fofo no clipe da música “First day of my life”, coisinha bonitinha da banda Bright Eyes.

E aí, lembram de outros clipes e diretores?

Spike Jonze is here

21/03/2010

Descobri no blog de cinema da Ilustrada o novo filme do Spike Jonze. Chama-se “I’m here”, e é um curta de 30 minutos bancado pela Absolut (vai saber o porquê) sobre o relacionamento entre dois robôs. O filme é uma graça, com trilha sonora fofa e é a cara do Spike Jonze. Eu acabei assistindo no Youtube, mas o site oficial vale uma olhada. A ideia é que o espectador sinta-se numa sala de cinema, com direito a bilheteria e horário para as sessões; quanto tentei ver, a próxima seria em 3h48 e não tive paciência para esperar.

Embora não seja possível reconhecê-los pelo rosto, os atores principais são Andrew Garfield, um rapazinho de 25 anos que veremos em breve em “O mundo imaginário do Dr. Parnassus”, como o robô Sheldon (foi impossível para mim não lembrar de Big Bang Theory), e Sienna Guilory, que não fez nada muito digno de nota além de um papel secundário em “Simplesmente amor”. É difícil avaliar o quanto da interpretação deles transparece nos robôs, não sei qual foi a técnica usada, mas é possível sentir as emoções naqueles rostos feitos de plástico e peças de computador. Ele é cara tímido, meio loser, daqueles que mal conseguem falar na presença de outras pessoas.  E a solidão e sensação de não-pertencimento do personagem são perfeitamente transportadas para a tela pelas imagens e planos de Jonze. A vida muda quando ele encontra a robô maluquete com ótimo gosto musical (tem um quê de Brilho Eterno, eu diria…).

O autor do post no blog da Ilustrada aproveita o gancho para discutir a importância do trio Jonze – (Michel) Gondry – (Charlie) Kaufman. Diz ele:  “Há aqueles que os consideram gênios, com os trabalhos mais radicais e inovadores da atualidade. Outros, vêem apenas um cinema novidadeiro, para impressionar aquele público modernoso, sem muitas referências”. Gênio é um adjetivo complicado, mas que estes três cineastas já tiveram no mínimo alguns momentos geniais, disso eu não tenho dúvida.

Quem ficar com preguiça de esperar a próxima sessão do cineminha, pode assistir o vídeo, dividido em três partes, no Youtube: aqui, aqui e aqui.

Gus Van Sant versão enigmática

20/03/2010

O cineasta Gus Van Sant está no Twitter desde abril do ano passado e posta no microblog regularmente uma coleção de frases meio enigmáticas e sem sentido. A crítica de cinema Isabelle Regnier, do Le Monde, resolveu listar em seu blog algumas das possíveis explicações para o estranho hábito do cineasta americano. Seriam frases de diálogos de um filme? Uma coleção de haikais? Uma piada com os fãs dispostos a venerar qualquer coisa que ele faça? Convite a um sonho meio maluco através de seu cinema? Ela acabou escolhendo a última opção e resolveu relacionar algumas das frases a cenas de filmes de Van Sant como “Elefante”, “Paranoid Park”, “Milk” e “Gênio Indomável”. Ficou bem interessante.

Alguns exemplos vão aí embaixo. Para ver todos, clique aqui.

“I was just like the others, I wanted to be more”

“I wonder if you’re working tonight”

Ópera, novo livro, lágrimas: eu e Ian McEwan

20/03/2010

Esta semana, pela segunda vez na vida, um livro me fez chorar. Da primeira vez que aconteceu, eu me lembro direitinho da última frase: “porque uma família condenada a cem anos de solidão não pode ter uma segunda chance sobre a terra”. Gabriel Garcia Márquez, o livrinho de capa dura de uma dessas coleções de jornal, e eu no ônibus a caminho da faculdade. Um clássico da choradeira. Desta vez, o responsável pelas lágrimas foi o inglês Ian McEwan e seu “Reparação”. Acho que poucas vezes me deparei com uma história tão abrangentemente triste: mocinhos ou bandidos, o sofrimento vem para todos, sem distinção.

O filme ainda não vi. E sempre tentei não ler nada sobre ele na internet. Esperei até conseguir ler o livro porque não queria estragar a experiência. Mas eis que hoje, dois dias depois de terminar “Reparação”, encontrei na internet uma série de notícias interessantes sobre McEwan e a obra. A primeira é que “Reparação” vai virar ópera. O roteiro não fica a cargo do escritor; será escrito pelo poeta Craig Raine. Mas McEwan está envolvido na produção e vai dar seus pitacos. Não sou nenhuma especialista em óperas, nem de longe, mas sem dúvida o texto tem força dramática suficiente para virar um belo espetáculo. O próprio Mc Ewan dá uma sonhada muito boa no texto do Guardian: “Se você pensar em uma ópera de grandes proporções, imagine um grupo de 380 mil soldados nas praias de Dunquerque. Seria um belo coro”.

A outra notícia, também do Guardian, é o lançamento do novo livro do escritor, “Solar”. Segundo o crítico, o estilo é mais leve e engraçado mas, de alguma forma, ainda é McEwan. Até porque usar a história de vida de um físico fracassado, frustrado e consumista para falar sobre o aquecimento global me parece mesmo a cara dele.

Alô, testando

20/03/2010

Um blog começando em 5, 4, 3…