(ou da série “sem vergonha de escrever um post com muito atraso”)
Para os cinéfilos, Los Angeles é uma espécie de parque de diversões. Basta chegar lá para começar um tal de querer ir ao prédio onde foi filmado o longa tal, conhecer a rua que inspirou o diretor fulano, ver o restaurante que aparece numa cena qualquer, e por aí vai. Quem é freak de filmes e séries de TV tem um programa obrigatório na cidade dos anjos: conhecer um estúdio. São quatro os grandes conglomerados por lá: Warner, Sony, Paramount e Universal. O primeiro tem o tour mais famoso e recomendado, portanto, foi o escolhido.
Não é super baratinho, não – são 48 doletas -, mas vale a pena. São quase 3 horas de passeio num carrinho rodando pela enorme área que abrange 30 estúdios (!), sendo um deles o maior do mundo, e onde ficam ainda uma série de cidades cenográficas e museus que guardam algumas relíquias preciosíssimas para quem curte esse mundo. Tudo começa pelas ruazinhas de mentira. O guia, cheio de piadas decoradas (mas ainda assim engraçadinhas, vá lá!) nos apresenta o pedacinho de Nova York onde os amigos de “Friends” passeavam, o beco onde Homem-Aranha e Mary Jane Watson se beijaram pela primeira vez e a pracinha com uma igreja no centro que já serviu de cenário para diversas séries e filmes. Entramos no estúdio onde fica o tribunal de “Harry’s law” (a série com a Kathy Bates acabou de estrear por aqui) e vimos a loja de sapatos da mesma atração numa das cidades cenográficas.
Durante o tour, também entramos em diversos mini-museus do conglomerado. A primeira parada é naquele dedicado aos carros: tem o Batmóvel, o Mistery Machine do Scooby Doo, o carrão do Sr. Smith de “Matrix” e o carro voador do Harry Potter. Ah, e o melhor de todos, o Gran Torino que, segundo as informações do guia, pertence ao Clint Eastwood. Mas ele, com muita gentileza, cede para a exposição. Fofo, né?
Outra parada importante é o museu de figurinos, onde encontra-se desde a vestimenta completa dos personagens de “Onde vivem os monstros” às roupas dos nerds de “Big bang theory”. O segundo andar é todo dedicado a “Harry Potter” e diversão garantida para os fãs da história. Tem figurinos, objetos de cena (como a caixa com as bolas de quadribol) e até um chapéu seletor que indica para qual das casas de Hogwarts o visitante seria escolhido. Eu fui pra Grifinória, tá, amigos?
Uma das partes que mais me impressionou no passeio foram as salas entulhadas com os mais diversos objetos, de simples cadeiras a maravilhosas obras de arte. Conforme disse o guia, os irmãos Warner gostavam de colecionar cacarecos e achavam que tudo poderia ser útil para a produção de arte dos filmes. Numa dessas, por exemplo, compraram um lustre enorme, de cristal, maravilhoso, que está lá até hoje. Depois descobriram que a tal peça fazia parte de um grupo de seis lustres raríssimos encomendado por um czar da Rússia (ou algo parecido, não tenho absoluta certeza), que eventualmente desapareceu. Hoje só existem dois; um deles, da Warner.
É perto dessas salas que fica a atração mais esperada do dia. O guia faz um misteriozinho, diz que vamos entrar num “set aposentado” e teremos pouco tempo lá dentro. Quando abrem-se as portas, tcharanran!, é o Central Perk em carne, osso e xícaras. Meus companheiros de tour eram assim meio caidinhos e um tanto esquisitos (eram três casais; dois velhinhos ficaram muito impressionados em conhecer alguém do Brasil – “é tão longe!”, eles diziam – e chegaram a perguntar se eu era famosa… oi?), de forma que a mais animada era eu. Percebendo meu entusiasmo, o guia foi parceiro e se ofereceu para fazer mil fotos minhas no lugar. Meus agradecimentos sinceros aqui novamente ao David (ou era Brian? Esse é o drama de escrever com tanto atraso, já não me lembro de nada). Muita emoção conhecer o set de uma das minhas séries favoritas. É bem menor do que parece na TV e, de acordo com David (Brian?), todos os objetos lá deixados são os originalmente usados na série, exceto o violão. Esse a Lisa Kudrow levou para casa.
O tour termina, é claro, na lojinha sensacional do estúdio. Fui econômica e levei para casa só duas camisetas, de “Big Bang Theory” e “Se beber não case”. As coordenadas para quem quiser fazer o passeio estão aqui.







