E já que o assunto é lista, vi essa semana na Popload uma notícia sobre os 25 anos da Spin. Para comemorar o quarto de século, a revista americana de cultura pop lançou uma edição especial que reúne várias dessas listinhas. Entre elas estão os 125 melhores álbuns e os 25 momentos que “chacoalharam” (não gosto dessa palavra, mas como traduzir “25 moments that rocked our world”? aceito sugestões) o mundo pop nestes últimos 25 anos.
Sendo apenas dois anos mais velha do que a revista, é claro que vários destes 125 álbuns também estão na minha lista de favoritos e moldaram a minha preferência musical. Afinal, não fosse “What’s the story (morning glory)” do Oasis (nº 21) a entrar na minha vida em 1995, sabe Deus o que eu estaria escutando hoje em dia. E é também neste longínquo ano que está a – para mim – grande ausência da lista. “Mellon collie and the infinite sadness”, do Smashing Pumpinks, não é apenas um dos melhores álbuns dos últimos 25 anos, é O álbum. Acredito que se eu tivesse que eleger um só, para escutar para o resto da vida, seria ele.
Nos comentários, os leitores lembraram outros álbuns que ficaram injustamente de fora, como “Blood Sugar Sex Magik”, do Red Hot Chilli Peppers e “Jagged Little Pill”, da Alanis Morissette, indiscutivelmente dois dos mais importantes discos dos anos 90. “Kid A”, do Radiohead, foi o mais comentado pelos indignados leitores. Mas acho que a banda ficou bem representada na lista com seu “Ok Computer” (5º). Entre os meus favoritos de todos os tempos, estão lá “Doolittle”, do Pixies (16º), “Dummy”, do Portishead (47º), “If you’re feeling sinister”, do Belle and Sebastian (59º) e “Mezzanine”, do Massive Attack (105º), além de discos que eu gosto muito como “Funeral”, do Arcade Fire (66º) e “Is this it”, do Strokes (18º), possivelmente a minha banda favorita entre as surgidas nos anos 00.
Ah, e o primeiro colocado é um álbum do U2. Sério mesmo? (Foi mal, pode até ser bom, mas não consigo simpatizar com o U2).
E aí, alguém mais encontrou seus discos favoritos na lista da Spin?


